Desfazeres avulsos

                                  

Caravaggio - Biografia, características e obras do artista barroco

Ninguém pense numa montagem definitiva. A história conta que há travessuras e povos com culturas diferentes. Portanto, as invenções andam soltas e os planos se inventam. Existem semelhanças. Os amores, as amarguras, as tragédias circulam em todas as épocas. Há acasos, mas as permanências não se esgotam. O bloco dos mascarados é animado, embora nem todos curtam as mesmas ideias. Há frustrações quando se analisa ânimos disfarçados. Quem acredita que as verdades não  mudam de lugar? Os mistérios crescem como as nuvens de uma tempestade. Experimente sentir a força do vento.

De repente, se foge das pessoas. Usa-se a comunicação remota. A sociedade se sente ameaçada, por mentiras de especialistas em propaganda política. Porém, os enganos se multiplicam. A globalização sacode medos e as disputas acirram informações nada agradáveis. É a solidão pedindo espaço e lutas das gerações por sonhos desmanchados. Quem imaginava a revolução, o saber científico neutro, sem lucros, comete um erro inesperado. As visões dependem de sábios escondidos em labirintos.

O capitalismo não se escondeu, tampouco buscou acidentes geográficos. Suas garras são ferozes e não temem a aridez das rochas. Ele quer agigantar-se e assustar, como um boneco disforme. A perplexidade acompanha a história e a sofisticação não nega o luxo. Desfazer as manipulações é o que muitos desejavam. Não faltam utopias, no entanto se percebem fragilizadas. O balanço do trapézio é estranho, não há desenho mais incomum do que o voo sem sincronia. Portanto, as narrativas se despedem de compromissos com o passado quando se afastam das profecias indefinidas. Atravessam abismos e valorizam celebrações de fantasmas. Consagram os deuses do Olimpo com rituais festivos.

Todos contam suas histórias. As memórias não abandonam os olhares do mito arcaico e o calendário das suas vidas. As travessias são cheias de pedras e de cristais. Os poetas misturam palavras e deuses. Lembram sempre a beleza ou uma tristeza que inquieta a finitude. Há brisas e barcos navegadores conduzidos por piratas. A história se estica e se retrai. A medidas se perdem, a exatidão é impossível. Quem não observa as incompletudes riscando os espelhos e brincando com os espantalhos? Não se despeça do seu próprio circo. Seria o fim do mundo ou de você, numa respiração lenta e poluída

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