FHC, Dória e Huck : o novo é o descartável?

Estamos sem saber como cantam os pássaros. As paisagens parecem cinzentas e a praça desabitada. Muito movimento nas ruas em busca de mercadorias. Ninguém se toca, mas não deixa de lado o celular. As famílias formam instituições diferentes. Programa-se uma criação de cães minados; Filhos podem trazer complexidades. As palavras voam, batem em panelas, adormecem no desencanto. Fale-se de violência. A sociedade se desmancha, as revoluções morreram, os oportunistas ganham lugares privilegiados. Penso que, em Brasília, o consumo de viagra e revotril é assustador. Todos sacodem o pó do privilégio do poucos, com risos de hiena.Há quem sinta saudade da destruição e se congratule com as ruínas, assistindo as generosidades festivas da Globo.

As leituras do mundo servem aos senhores dos poderes maldosos.Surgem admirações. O desespero provoca a buscas de novidades. Há quem deseje a salvação eterna vendendo perdões no horário nobre da Tv. O fá delira nas histórias dos pastores que cultivam os valores eletrônicos. Fico assustado. Tudo se inventa e Kafka estático sente que a metamorfose é delirante. Renan se reúne com os sindicalistas. São feitas alianças para tomar conta da capital federal. Não se preocupe com o dia de amanhã. Quem sabe Cunha desfile numa escola de samba, as leis se desfaçam com o sopro fugaz. A droga se espalha com sabores e ilusões nuas. Nada-se em turbulências escuras, sem sombras, sem paixões.

Dória é modelo. Possui grandes fãs. Declarações são colocadas no facebook, com carinho especial. Tornou-se o espelhos dos que  gostam de diluir memórias. Querem assassinar a política, sepultar o sonho final. Estou distante desses fantasmas. Não me recuso, contudo, a me  vestir com uma perplexidade quase insuperável. Por que as escolhas estão nos levando para um abismo? Nunca pensei que o capitalismo tivesse tanto fôlego, nem gurus com FHC. Há pessoas que sabem distinguir passados, que confundem fascismos com socialismo, não compreendem as dimensões de sensibilidade.

Querem vitrines, luxos, assepsias.Ninguém se articula sem lutas inesperadas. Não confunda o Brasil com a França, nem se faça de inocente útil. Há pessoas que desfilam com jóias raras da ironia perversa. Como se disfarçam!O etnocentrismo é cruel. O tempo se movimenta, mas termina consolidando prepotência. Dória é mesmo o novo? O varredor de ruas da lacoste, cheio de enganos e publicidade? Há muito o que analisar. A solidariedade está em farrapos, as flores no chão e comentam que a pós-verdade é fantástica. A política tornou-se a moradia dos medíocres?Os pobres devem ir para o lixo?

Os conservadores não negam raivas e orações. Outros disfarçam se construindo com máscaras sutis. Há quem chore, quem deposite lágrimas no cadáver das utopias. Assim vamos. Sempre se celebrou covardias e coragens. Demônios e anjos se agoniam, mas estão nos calendários universais. Há quebras imensas e epidemias perturbadoras. Os cínicos tomam contam dos impérios preciosos. Observem como atuam nas redes sociais. O incrível Huck e a delicada Angélica é um casal celebrado. Quem conta vantagem junta-se com as hienas, imagina-se o imperador da sorte fatal.FHC desiste dos  leitores com desprezo. Não conhece a tática de Tite.

 

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