Eduardo Cunha: o malabarismo sem fim?

A situação continua confusa.Corrupções internacionais são denunciadas. Até a figura de Messi está escalada. Sacudir as negociações é esquentar o ritmo. O charme da sociedade capitalista, para alguns, é ganhar dinheiro e esnobar poder. Se todo mundo for, realmente, punido, teremos que usar as Arenas para segurar os culpados. Lembra filmes da Máfia. Nada surpreendente, porém existem agonias que transformam-se em lamentações embaralhadas. Pisamos em territórios minados, lidamos com burocracias espertas, cheias de idas e vindas. O caminho se veste de curvas inesperadas. Onde fica a sinalização? Quem celebra apatia ou engorda o pessimismo? As interpretações se confrontam cotidianamente.

Não faltam personagens estranhos. Tudo não é produto do Eduardo, nem tampouco Moro é o juiz mais sábio do Brasil. Sinto que há ausências e conversas não grampeados que podiam revelar o fio da história. Eduardo manipula com agilidade impressionante. Não anda solitário. Possui companheiros que são especialistas no malabarismo político. A transparência não existe, o jogo é pesado. Ele parece um obstinado com uma missão imperiosa. Consegue atrair fãs, relembrar ditaduras, fazer da lei uma sombra. Ele manda ou cumpre ordens? De onde se configuram tantas variações e balanços?

A mídia não é tudo. Os grandes jornais assumem possíveis  finalizações e a Globo conspira como sempre. Eduardo tem uma cobertura que o coloca nas manchetes. Quando será investigado, onde estão as provas? Ele comporta-se como privilegiado. É o presidente da Câmara  dos Deputados, declara-se inocente, considera-se invulnerável. Essa novela promete um desfecho que foge do lugar comum. Quem sobreviverá? A quantidade de suspeitos fere a sociedade, dificulta as escolhas. Quem tem condições de governar? Os partidos não dançam como fantasmas? A atmosferas nublada afirma um calor excepcional.

A disputa jurídica e as ações da polícia federal provocam inquietações. A interpretação das leis cria debates e fingimentos. São elas flexíveis ou encobrem poderes obscuros? É difícil analisar o momento, mas as agressividades servem para intimidar e causar pânicos. A sociedade democrática não consegue manter suas instituições? Há gente nas ruas, insatisfações generalizadas. Quebram-se as possibilidades de convivências sossegadas.  Alguém arrumou estratégias, estabeleceu cronogramas de ataque? Há muitos gritos parados no ar e impaciências flutuando como tapetes mágicos. Os ratos não querem soltar o queijo, embora seus dentes estejam gastos. A luta pelo poder assombra e distrai, esmaga vergonhas, firma cinismos, intimida palavras rebeldes.

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