Esquecimentos descontínuos

Os esquecimentos não desejam distâncias visíveis e acabadas,

caminham por arquiteturas indefinidas e trilhas desencontradas.

A inexatidão mora nas lembranças que cortejam sentimentos aprisionados,

há medidas perdidas nas imagens retomadas das acrobacias dos tempos.

Narrar cada ato da memória é ousar e celebrar a fantasia do absoluto.

Nas eternidades inventadas, a vida redefine histórias e engana frustrações,

traz traços de espelhos envelhecidos e abandonados.

O movimento da memória significa o atiçar do inesperado que não descansa,

levitar no descompasso do ritmo desfeito como o voo do pássaro vadio.

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