Esquecimentos e travessuras

Se o encanto se perdeu numa trilha sinuosa,

não deixe que o medo tire o mistério da partida inesperada.

Atrite as lembranças, desenhe-se  na estética da tristeza,

há mundos que flutuam e outros que caem em abismos

Não esqueça que os portos não precisam de mares turbulentos,

que as travessias se fazem com mapas esquisitos e sombrios.

Existem territórios que desperdiçam fronteiras e

amores condenados pelos pecados instituídos pelos perdões.

A vida abraça o estranho, visita a nudez, teme o desencontro.

Conjugue o verbo que acende o ânimo e volte pelo caminho da embriaguez de Apolo,

acorde o sonho impreciso, como um pássaro que mora na árvore da fantasia.

Sinta a impossibilidade de desmanchar o trágico, de localizar a travessura final.

O maldito enlouquece a saudade desprezada e os pertencimentos vagabundos.

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