Final de semana de resultados, cores e torcidas

Eleição direta, para presidente, faz a cidadania exultar. Quem se lembra dos tempos da ditadura militar, sabe o quanto era triste sem as campanhas políticas. A opressão era terrível. Quem não viveu, às vezes, subestima. É claro que existem as impaciências e as propagandas vazias.  O pior é restringir a liberdade, aprofundar a censura e usar a violência. O voto faz bem, gira as polêmicas e mostra que a luta pela democracia deve ser permanente. O aprendizado é para todos.

As pesquisas eleitorais causam expectativas variadas. A informatização agiliza os trabalhos e as ruas ficam cheias de papel. A boca de urna não existe. Está proibida. Mesmo assim, muita conversa anima o dia. Além do presidente, há a votação para senadores, deputados e governadores. Um dia de muitas cores, com o sol colaborando com seu calor e muito azul enfeitando o horizonte. Tensões, desejos, saudades, vitórias, derrotas. Romário, Tiririca, Tarso Genro, Jarbas Vasconcelos, Marina, sentimentos e pessoas envolvidas com a política no 3 de outubro.

Enquanto isso, o Brasileirão entrou em ritmo de urgência. Era preciso preservar o domingo. Muitos jogos, na sexta e no sábado, e algumas surpresas, como os empates do Corinthians e do Fluminense. A disputa, entre os dois, continua quente. Santos, São Paulo, Cruzeiro, Palmeiras, Botafogo, Flamengo foram outros que não se abraçaram com a vitória. O Atlético Mineiro deu uma respirada, porém se encontra numa situação difícil. Ronda o abismo. Já o Grêmio reage, com Renato no comando, e o Internacional não se afasta das primeiras posições.

O Coritiba segue seu caminho. Parece imbatível. A Ponta Preta oscila, não se firma. Não mostra força para sair da série B. A complicação aumenta para o Náutico. Não superou o Ipatinga, deixou de ganhar pontos e vai em buca do tempo perdido. O Timbu ressente-se de grana. Seus atrasos salariais impedem melhor articulação da equipe. Muitos ficam apáticos, sem acreditar nas velhas promessas dos dirigentes. Há uma confusão que desmancha a fé numa reviravolta. O Náutico está até sem patrocínio nas camisas. Sinal de desleixo e erro fatal que atiçam a crítica da torcida.

O Sport mantém-se na trilha de Geninho. Arrumou-se e poderá classificar-se para série A. Soube investir, deu um nó nas intrigas e seguiu adiante. A reta final está aproximando-se, não há gordura para queimar. Os clubes conhecem os vaivéns dos campeonatos. Não dá inventar alternativas, em cima da hora. Por isso, o Leão da Ilha rugiu no tempo certo. Se ganhará espaços na elite é outra história. Jogo é jogo, profecia é profecia. O resultado traz transformações. Nunca é desprezível.

Vencer tem sabor especial. Pelo menos, no imediato da vida. As eleições também traçam trilhas de solidariedade. Não basta, apenas, ter milhões de votos. O Brasil necessita de reformulações, de desfazer preconceitos, de socializar conhecimentos e bens materias. A palavra desenvolvimento é dúbia. Quem usfrui com a quantidade, com o cinismo, com a falta de ética?  Dispensem as máscaras e continuem na disputa. Só espetáculos, no meio da desigualdade, são lições trágicas.

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