Fundações da vida andante

A curta distância dos olhos da memória permanente

deixa vadiar o sentimento pelos esquecimentos tardios.

Não faço conta dos dias,  tampouco dos sonhos.

As madrugadas perdidas parecem fantasmas parceiros do medo.

Não projete o amor que não sabe nada sobre o sagrado,

nem adore deuses que se escondem dos perdões cotidianos.

Há na história  nuvens de tempos desconhecidos, disformes.

Nada me diz que o fim anuncia a morte, mas a dúvida distrai a fome e o desejo,

carrego a imaginação que não interrompe o fôlego de fugir do mistério

e o vasto deserto de figuras inquietas e fundadoras do mundo.

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