Gabriel: o mundo se inventa

As histórias não têm tamanhos que se definam com lógicas cartesianas,

elas se misturam com as ousadias da vida e cantam as celebrações da memória.

É preciso não esquecer as diferenças, não desprezar as fantasias, não fugir das mentiras.

O mundo não cessa de pedir arquiteturas e gramáticas cheias de invenções e inesperados.

O circo provoca os espetáculos, pouco se importa com os privilégios e as exatidões,

valem as acrobacias, os malabarismos, as audácias do riso e das lágrima permanentes.

A morte vai e vem com um fôlego antigo e indomável, riscando memórias e pertencimentos.

Tudo se inventa: Gabriel continua com seu olhar meigo, solto no meio dos arcanjos.

O tempo não anula culpa nem pecados, mas compartilha eternidades e solidões.

A saudade é presença, é o ritmo que o coração herdou da argila,

sem a culpa do pecado original.

Há uma cidade onde é possível a moradia de anjos e demônios criativos,

há uma crônica sempre sedutora anunciando que a vida é um jogo

e o amor um sopro distraído e vadio.

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