Há desacertos chocantes e mentiras sofisticadas

 

A história não consegue encontrar-se com um sentido. Está solta, sem conseguir ser cenário de rebeliões mais profundas. Perdem-se caminhos, pois não há compromissos definidos e há uma complexidade arrumada pelo cinismo. As palavras são sacrificadas num abismo de mentiras. A sofisticação é imensa. A era das informações virou um jogo. A notícia ganha turbulência. A história se tornou um imagem frágil fabricada por especialistas, muitos cooptadas por uma dominação avassaladora. É importante insistir que tecnologia não significa, nem sempre, avanço. Os nós da imprensa entrelaçam dúvidas com preços determinados.

Quem sonha com as utopias não se desespere. O movimento da história é surpreendente. Os europeus colonizaram a América. Não faltou violência. As manipulações religiosas atuavam com eficácia. Hoje, estão envolvidos com medos. Falam do terrorismo infiltrado no cotidiano. Há guerras, espionagens, armas, drogas. É difícil se desenhar processos civilizatórios. As respostas deixam todos amedrontados. Quem não visualiza outras colonizações? Quem deseja sossego um labirinto tão desgovernado? Brasil vive de denúncia.

Temer age com um grupo esperto em demolir conquistas sociais. Sua credibilidade se desmancha. Diz que gosta de ser impopular. Ora pela salvação da pátria com uma hipocrisia sem limite. Não há quem segure as denúncias. O judiciário transformou-se numa indústria de emboscadas. Lula reclama, Gilmar sorrir, Cunha está preso. O debates continuam e fervem as contradições. Dilma procura mostrar o golpe sofreu, Dirceu sente o peso da condenação. O neoliberalismo atormenta toda América do Sul e a Venezuela cruza infernos.

Os boatos tumultuam as possibilidade de compreensão. Surgem agressões, arranjos políticos, muitos apagam a memória. Portanto, o reino da confusão aumenta seu território. Trump anda silencioso, a China investe no futebol, Sérgio Cabral roubou como nunca. Restam confianças? Agora, é a seleção de futebol que retoma glórias. Neymar e Tite são ídolos. O mundo gira com fortunas sendo lavadas pelos divertimentos. Tudo é negócio. Não precisa de disfarçar. Vende-se a alma, constrói-se templos suntuosos. O pântano é vasto, não adianta fecha os olhos e confessa os pecados. A história inquieta-se. Não é homogênea, não sobrevive sem ruínas, nem fantasmas..

Share

You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

Deixe uma resposta

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>