Há muito futebol no meio do caminho

As agitações estão em toda parte. Azares e sortes povoam o planeta terra. As notícias globalizam-se. Quando causam perplexidades, são repetidas de forma incessante. Na crista da onda, a campanha eleitoral desfila com ornamentos e tatuagens. Profecias de pesquisas, pós-modernas, assinalam o favoritismo de Dilma. Os escândalos recebem atenção. O caso da Receita Federal traz transtornos. Há ruídos intensos.

A violência corre o mundo. Acusações de assaltos e de desgovernos aparecem nas manchetes. A Europa mobiliza-se, criticando a França e seus dirigentes. Os ciganos são alvos de perseguições políticas. No Chile, a expectativa é grande. Todos estimulam ações para salvar os 33 mineiros. Nos cinemas brasileiros, estreia mais um filme sobre Chico Xavier. A diversidade consolida-se como marca do nosso tempo.

O futebol também não descansa. O Sport segue sua invencibilidade e Ciro é o artilheiro da série B. O  Náutico sofreu, mas ganhou. Espera voltar para a ponta da tabela. A esforço é não deixar esmorecer o ânimo. Um bom preparo emocional salva o time de atropelos inesperados. 

A série B é uma gangorra. A Ponte Preta  vem numa disparada. Chegando perto do Figueirense, depois de um começo vacilante. O Bahia oscila, mas se mantém num lugar de destaque. É impressionante como os times flutuam. Há goleadas e quedas de produção imprevisíveis. A Portuguesa é um exemplo. Com a derrota, para o Sport, já  se anuncia uma crise no elenco. Ela estava, antes, entre os primeiros.

O Brasileirão da série A traz o Corinthians despontando. Pegou o descontrolado Goiás e fez um placar histórico: 5×1. Inquieta, mais ainda, o charmoso tricolor carioca, pois o Guarani desencantou,  no seu estádio, e derrubou o time de Muricy. As torcidas nasceram para emoções tão contagiantes? Faz parte do esporte essas tensões e aprendizados. Muita gente não percebe o quanto se aprende nessas idas e vindas. Uma escola para multidões.

O coração bate com ritmos acelerados. Ele quer calma. Nem sempre, ela se realiza. Os palmeirenses se angustiaram. Fizeram parceria com os botafogueses. O time de Scolari perdeu de 3×2 para o Cruzeiro e o Fogão empatou com o Grêmio. Tudo muito certo, se ambos não estivessem no comando do jogo e, no descuido, deixaram os outros triturarem suas alegrias. 

Algumas redenções merecem ser salientadas. O São Paulo procura sair do incômodo e, devagar, escapa do caos que o perturbava. O Atlético Goianense é outro que deseja se livrar da agonia da desclassificação. Goleou o Vitória da Bahia. Quem sabe se esses clubes não pisarão, com mais força, na segunda fase do Brasileirão? O mesmo se aguarda do Flamengo e do Atlético de Minas.

São muitas disputas. Um mundo dentro de vários outros mundos. Captar os infinitos movimentos da sociedade é um desafio inatingível. Os passos apagam-se, nas areias mais duras, e o fôlego de refazer cada caminhada nem sempre nos acompanha. Existem recolhimentos, esconderijos distantes, agulhas bordando sonhos, tapetes mágicos voando para vigiar as estrelas. O futebol tem luzes e sombras. Como os sentimentos da vida, ele nos abraça ou nos desfigura.

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