Archive for janeiro, 2012

Despedidas do início de 2012: os abalos de sempre?

O mês de janeiro se despede. Faz parte do calendário das esperanças. Há  simbolismo no trato com o tempo. Esquece-se a continuidade, movem-se os desejos. Parece que existe uma magia guardada no recomeçar. Onde fica, então, o entrelaçamento, entre o presente e o passado? Agimos soltos, sem o peso da memória e das circunstâncias? Não dá para descartar [...]

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Mondrian: a geometria da arte e do coração

                                  Não escreva o nome das cores, nem pense por onde                                 andam os destinos inventados.                                 Cada instante tem a forma de abandono, pertence ao passado                                 pois a urgência acelera o alcance dos sentimentos.                                 Não pergunte o significado do tempo e da morte.                                 Adivinhe o traço do medo de Descartes e  a timidez do [...]

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A história confusa dos projetos coletivos

               A sociedade não vive sem projetos. Difícil afirmar seus prazos de duração ou avaliar o êxito de seus objetivos. Com o crescimento da industrialização e das cidades, a complexidade do coletivo tornou-se mais profunda. Há uma heterogeneidade cultural marcante, embora se ressalte, também, a grande massificação, manipulada pelos meios de comunicação. Não precisa ir [...]

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O dito e o não dito: a palavra instituinte e os poetas

Imaginar qual a primeira palavra que foi dita no mundo é um feito de adivinhação. Há muitas representações mágicas sobre a capacidade de cada um construir afirmações. Não se pode pensar a arquitetura da criação da vida e do cosmos sem especular sobre o poder dos poetas. Uma olhada nas mitologias revela que a gramática [...]

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A rebeldia e a repetição não se largam do cotidiano

Nas festas especiais do consumo de tudo acontece. Os shoppings ficam marcados pela avidez da grana, mas também se sente ameaçado pelas multidões ausentes do fluxo maior dos bens materiais. Há silêncio sobre os descontroles. A imprensa divulga os êxitos, o maior poder de compras das chamadas classes C e D, as últimas novidades vindas [...]

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Devagar:não acelere a vida e não despreze o cuidado

Não se pode viver sem mencionar a força da velocidade. Ela é uma marca do mundo contemporâneo. Derrubou regras e refez caminhos na comunicação. Mas é importante que você verifique o controle que ela exerce sobra a sua vida. Quantas vezes acordou antes do sinal do despertador? Costuma ler jornal e comer ao mesmo tempo? [...]

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Paul Klee: o afeto roubado e o exílio

                                                                           QUEM ME VIU NUMA CRUZ,                                           DEU-ME UMA ESPADA DE MADEIRA                                           E  UMA ARMADURA DE CRISTAL.    COM A MADEIRA FIZ UM BARCO SEM VELA     E NO CRISTAL DESENHEI UM ROSTO INESQUECÍVEL.                      ERA O EXÍLIO, E  EU NÃO SABIA ONDE NASCER OU MORRER.                            NO TERRITÓRIO DOS QUE NÃO TÊM [...]

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O movimento inesperado dos labirintos da história

Quem esperava tanta gente nas ruas e tantos prédios construídos numa velocidade incrível? Dizem que falta mão-de-obra, a precariedade dos serviços é visível. Improvisa-se, escondem-se os perigos, especula-se. Não há moradias suficientes, nem rede de esgoto que dê conta das necessidades mínimas da população. As praças públicas não são só locais de divertimento, mas de estacionamento [...]

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As leituras do mundo: a opinião e as redes sociais

Estou criando experiência no chamdo mundo virtual. Não gosto de me chegar às aventuras sem estimular reflexões e derrubar preconceitos. Escrevo no blog, desde 2010, cotidianamente. Um desafio que ensina muita coisa. Contato com pessoas, diálogos com o mundo, percepção mais aguda dos deslocamentos sociais. É importante acompanhar a renovação, não ficar achando que o descartável [...]

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O tempo passa, a memória fica, o progresso engana

Estamos no ano 2012, galopando com rapidez. Nem parece que chegamos ao século XXI, estamos no pique da sociedade de consumo, com o Partido dos Trabalhadores no poder central, sob o comando de Dilma Rousseff. Muita coisa se foi, mas as esperanças também se sentem ameaçadas. Não há perspectiva de mudanças substanciais. Insiste-se no valor das [...]

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