Posts Tagged ‘amor’

Os Descendentes: amores amargos e confusos

O tempo não tem certificado de garantia. Há perdas que são percebidas na longa duração. Por isso, é fundamental observar o significado de cada sentimento, não esperar que ele se perpetue. Não há gratuidade, pedaços do céu caindo na varanda iluminada. A construção da vida se faz com cores variadas que, nem sempre, admitem formas ortodoxas e exigem [...]

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Frida Kahlo: amor e paixão

                                             Não desconfie do último suspiro,                                             nem do beijo que  tem perfume.                                             O amor não inverte a paixão, mas pede                                             sossego, serena  o  calor do coração.                                              Na cartografia do teu corpo moram                                              os desenhos dos sentimentos sem nome.                                              Deixe a razão navegar nas turbulências                                               inesperadas.                                               Ilumine o cais e estique a preguiça [...]

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O amor virtual e anônimo das redes sociais

Você acredita no amor? Acha que a sociedade está muito utilitária, repleta de ambições e desacertos? Há possibilidades de afeto num mundo competitivo e com tanta impessoalidade nas relações? A saída é buscar o recolhimento e cultivar a solidão das moradias vazias? Não precisa  responder tudo. Pense, a reflexão tira a ferrugem do conformismo e traz [...]

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Museu da Inocência: Pamuk, narrativas, amores

              Pamuk escreve romances extensos, fascinado pelo toque das palavras e pelo labirinto das tramas. Sua imaginação tem fôlego que nega qualquer medida comum. Lembra um detetive envolvido nos detalhes, disposto a resolver uma investigação, mas sempre formulando questões que se prolongam. Pamuk não se cansa. Enreda-se. Conversa com o mundo, sem aumentar a voz, preferindo [...]

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Martha e Freud: promessas amorosas e expectativas

Freud é polêmico. Ainda resta sobre ele muitos mistérios, alguns fermentados pelos seus críticos e oponentes mais severos. A revista Cult, de setembro, publicou um dossiê sobre suas relações amorosas com Martha. São cartas que estão sendo publicadas na Alemanha. É interessante para conhecer amores pronunciados, mas pensar também sobre aquele tempo tão diferente do pragmatismo [...]

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A solidão não está na gaveta do quarto escuro

As multidões conduzem a história ou são conduzidas pelas artimanhas políticas? É uma questão que não sai da contemporaneidade. A população cresceu, exigindo novos modos de conviver e se relacionar com as armadilhas da existência. A aceleração é grande e  o instante da reflexão é curto. Longe estamos da época de Descartes ou dos banquetes [...]

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Os paradoxos amorosos, as controvérsias afetivas

Pascal Bruckner, escritor francês, é um autor que foge do lugar-comum. Gosta de analisar assuntos atuais, sem euforias, mostrando os limites do humano. Não lamenta as incompletudes, nem o trágico que cerca a vida. O seu livro O Paradoxo Amoroso traz análises renovadoras sobre as experiências afetivas e os impasses atuais. Pascal não isola seus [...]

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Não esconda o amor no silêncio do coração

  O amor só tem sentido se recíproco, mas a reciprocidade não significa igualdade. Trata-se de uma reciprocidade na diferença, como o homem é diferente da mulher, o velho do jovem, o mestre do aprendiz, etc. Cada um ama sendo si mesmo e realizando-se. Cada um dá e recebe, o que dá é diferente do que recebe [...]

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A saudade não tem tempo definido e seguro

Dizem que é bom guardar a saudade escondida no coração. Não se importar com as inquietações. O certo é entender que ela flutua. Seria impossível inventar um calendário fixo, objetivo, para aprisionar as inconstâncias da saudade. Ela adora um tapete mágico e contos de fada. Pertence ao território da imaginação. Traz sofrimentos, porém não poupa [...]

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O último tango, o último ritual do (des)amor

Piazzolla é um revolucionário. Conseguiu abalar tradições consideradas inexpugnáveis. Mudou a forma do tango, contrariando muitos intelectuais e tirando o fôlego dos saudosistas. No entanto, Piazzolla consagrou-se, depois de muitas críticas. Viajou, aprendeu, ousou. Tinha coragem e força na criação. Conhecia bem o jazz, a música erudita e tinha profundas afeições pelos compositores brasileiros. Hoje, [...]

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