Posts Tagged ‘arte’

Mondrian: a geometria da arte e do coração

                                  Não escreva o nome das cores, nem pense por onde                                 andam os destinos inventados.                                 Cada instante tem a forma de abandono, pertence ao passado                                 pois a urgência acelera o alcance dos sentimentos.                                 Não pergunte o significado do tempo e da morte.                                 Adivinhe o traço do medo de Descartes e  a timidez do [...]

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Van Gogh: a arte e a vida

                                                                            Desfeito o encontro, não se desfez a vida,                           se desfaz a arte de ser vida.                           Quando a memória silenciada perde-se                            no deserto de um coração sem destino,                            nada vale a vida, nem tampouco a arte.                            Basta a mudez do ponto final,                            a intransitiva dor de ser apenas               [...]

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Picasso: o desmedido das formas e das cores

                                                                                O gesto é um corte na palavra do discurso confuso.                       Busca outros desenhos e narrativas, acena para o cosmo.                       Os traços da mão configuram o mapa veloz dos sentimentos.                       Cada intimidade é o estranho desfiguardo no mundo das coisas e                          dos manequins.     [...]

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Magritte, a cor sem nome

                                                         Não leia a página que desfez o sonho,                                  mantenha os olhos na travessura do ânimo.                                  Não pense nos limites do labirinto sem portas.                                  Espreguice a imaginação do desmantelo e engane                                  o desespero do malabarista desempregado.                                   O circo é o espelho na fantasia do sublime.                                   O apocalipse mora [...]

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Dançar a vida

                 O sossego não é a anulação do ânimo,                é o encontro da vida com um cais que se escondia.                Na gramática do amor não cabem regras definidas,                o silêncio parece às vezes um ruído e a máscara é uma pintura, nunca                um disfarce.                Em cada esquina da vida nem [...]

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Santos e Barcelona: a cadência do futebol

O Santos viajou empolgado. Parecia uma volta aos anos de Pelé. Muita preparação, cuidados especiais e vontade de derrubar a hegemonia do Barcelona. O time tem suas lacunas, não é a sombra daquela época de Coutinho e Pepe, mas merece respeito e confiança. Futebol é um jogo, rico em possibilidades de improvisação, com surpresas demolidoras, [...]

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Neymar e o espetáculo na arte da bola

  Neymar está confirmado como craque. Não parou. Consagrou-se cedo. Houve muitas conversas, quase ia para Europa, mas se manteve no Santos. Não sabemos como se concretizam as negociações, nem os  malabarismos ativos dos bastidores secretos. Quem produz espetáculo possui lugar privilegiado, numa sociedade que vive aumentando o circuito da mais-valia, exaltando sua força de sedução. A [...]

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Homens e deuses, fé e conflito, dor e alegria

Os deslocamentos do tempo trazem lembranças. O sagrado e o profano estão presentes, na história, desde os mais remotas eras. Suas simbolizações podem ser profundas. Tocam, mesmo naqueles que se envolvem com o mais radical materialismo. Na arte, o espaço da complexidade humana ganha extensão. Não dá para controlá-lo. As surpresas acontecem e balançam trapézios, [...]

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A batida do violão, as dissonâncias do tempo e da arte

Celebra-se o aniversário de João. Não é qualquer João perdido no vaivém das avenidas. Trata-se de João Gilberto. Trouxe contribuições valiosas para  a nossa música. É ídolo. Caetano não cansa de homenageá-lo. Junto com outras figuras, como Tom Jobim, sacudiu a poeira de muita coisa e respondeu, com a sua obra, a insatisfação dos críticos. [...]

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O Barcelona: arte e futebol, Pelé e Messi

Jules Fontaine, célebre jogador francês, afirmou que Messi é melhor do que Pelé. Jules participou da Copa de 1958, quando Pelé despontava e impressionava o mundo. Era um garoto e fazia gols como ninguém. Junto com Garrincha, desmontou defesas e desenhou um mito inesquecível, numa época em que os meios de comunicação eram, ainda, precários. [...]

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