Posts Tagged ‘morte’

Paul Klee: o afeto roubado e o exílio

                                                                           QUEM ME VIU NUMA CRUZ,                                           DEU-ME UMA ESPADA DE MADEIRA                                           E  UMA ARMADURA DE CRISTAL.    COM A MADEIRA FIZ UM BARCO SEM VELA     E NO CRISTAL DESENHEI UM ROSTO INESQUECÍVEL.                      ERA O EXÍLIO, E  EU NÃO SABIA ONDE NASCER OU MORRER.                            NO TERRITÓRIO DOS QUE NÃO TÊM [...]

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Qual é a medida vaga e errante do humano?

Estique o olhar. Não se apresse. Contemple, com suavidade, a paisagem que julga desafiante. Interrogue-se. Procure construir o conceito de humano, sem abandonar a força do desejo. Não se esconda nas neutralidades ou transições. Esse é o deslocamento da vida. O movimento quebra a apatia, provoca a sede de beber a sorte do mundo.O humano não [...]

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Nós e os outros: sombras e espelhos

                                      Morri muitas vezes. Vivi tantas outras. Há confusão nisso tudo. Parecemos assombrações ou somos apenas sombras de estrelas que se apagaram? Morte e vida não possuem fronteiras claras. O corpo nem sempre é a medida. A vida corre, às vezes, quando o corpo está espreguiçado, sem querer fazer força. Mas , dentro de você, [...]

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Sócrates: a rebeldia, a bola, a morte, a memória

Sócrates Brasileiro trouxe exemplos incomuns ao futebol. Morreu, depois de enfrentar infecções avassaladoras. Não conseguiu resistir. Já estava debilitado, era difícil pular mais um abismo. É sempre bom afirmar que a morte não é o fim. Não por uma questão religiosa. Todos têm histórias e memórias. O corpo se transforma, mas o mundo conversa, especula, fantasia. O [...]

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A proximidade da tragédia e a turbulência urbana

Todos têm consciência das fragilidades que nos cercam. Por mais que fantasiemos a eternidade, a morte sempre assusta. As promessas de redenção e paraíso não trazem sossegos indiscutíveis. Há quem fique histérico com os medos cotidianos que tomam contam das metrópoles. A atmosfera de suspense é constante. Mal acordamos, surgem novidades perturbadoras: basta uma olhada nas [...]

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A pressa das drogas e os incômodos de Freud

Quem não busca a felicidade ou momentos de sossego? Freud desconfiava do equilíbrio permanente. Sempre falta alguma coisa, o desejo não deixa de movimentar-se. São assuntos presentes nos papos mais comuns. Mesmo na aceleração do mundo do trabalho o contato com essas ideias nos chega. As propagandas exploram bastante o poder de alimentar prazeres contínuos. [...]

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A morte anuncia a violência do anônimo

  A vida tem muitas cartografias. Cada um sente que pode ir adiante, mas a certeza do caminho é instável. Nascemos com limites indiscutíveis. Somos seres do tempo, inventores de tantas coisas.Padecemos de desperdícios. Isso nos deixa confusos, pois carências tomam conta de milhões de pessoas e confortos sofisticados privilegiam uma minoria. Há fomes e [...]

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