Posts Tagged ‘tempo’

A enciclopédia das ausências pequenas

  Os grandes acontecimentos  tomam conta do noticiário de todas as formas. Anestesia, atemorizar, distrai, intimida. O dia 11 de março perturbou a sociedade japonesa. Foi avassalador. Uma marca de descontinuidade surpreendente que deixa sequelas físicas e afetivas. As lembranças da bomba atômica se adensam com os acidentes nucleares. Muitos mistérios, ainda, rondam as consequências [...]

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Os muros falantes e os rebeldes anônimos

     Antes, sobravam muros, nas cidades, disponíveis para pixações avulsas. Poucos edifícios, muitas casas e terrenos baldios. Eles não eram silenciosos. Anunciavam produtos, telefones de profissionais e palavras de ordens de partidos polìticos. Havia os rebeldes, mais radicais, que exigiam o fim do imperialismo. Eram contra os governos norte-americanos. Mostravam uma reação constante contra os [...]

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O poder que não se cansa e incomoda

           Nos mínimos detalhes, a sociedade mostra suas relações contaminadas pelas voracidades dos poderes. Nem sempre, anuncia perdas ou desastres permanentes. As ordens estão presentes, incomodam e representam autoritarismo de décadas ou de séculos. O olhar sobre o fluir da vida requer cuidado. Apagar todos os núcleos de poder ? Criticá-los na sua violência mais visível [...]

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A festa é desafio e reinvenção do tempo

As andanças da vida não ficam, só, nos lamentos e perdas. O vaivém anima e diversifica. A mesmice tem seu lugares, mas não aguenta muito respiração. O movimento domina. Muita gente se definindo. A busca não é de uma minoria. Todos se assanham, se desacomodam. Pode ser um mergulho em águas rasas, onde o supérfluo ganhe máscaras [...]

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O céu tem cores, as ruas são das máquinas

  O sol possui, às vezes, um lugar soberano. As águas aparecem menos, depois  de tantos desmantelos. Resistem. O calor não perde, porém, tempo. Nuvens soltas e roupas mínimas. Nessas horas, procuram-se ventiladores e ar-condicionados. Uma obsessão. Muda-se de temperatura. Ninguém suporta expor-se aos brilhos do dia e refugia-se nas cavernas comerciais. O consumo ganha adeptos, quase espontâneos, e comemora seus êxitos. [...]

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As repartições constantes do mundo veloz

As disputas entre o bem e mal continuam. Seus sinais são visíveis. O que se observa é uma certa confusão. Ela não é pequena, nem parece que se fragiliza. Depois que as religiões sofreram com as secularizações da modernidade, os valores ganharam outros sentidos. Isso tumultuou quem se julgava no colo das verdades. A política [...]

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As dores relembram perdas e pedem abraços

Os acontecimentos do Rio de Janeiro trouxeram convivências com abismos e medos. Muitas fragilidades. Um abalo na vida social que  atingiu até o mais tímido solitário. Não, apenas, no Brasil o sentimento de dor se expandiu. O mundo não está protegido dos descontroles, nem tampouco a natureza organiza um calendário de tragédias. Evita-se alguma coisa, quando se tem cuidado [...]

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Quem silencia diante das astúcias da grana?

Perder tempo. Ganhar tempo. Duas expressões usadas exaustivamente. Objetivam consagrar medidas ou acertos monetários gerais. Não se importam com metafísicas decifradoras. Um amor desfeito pode entrar no jogo. Ele lembra muitos instantes. Arrependimentos ou alívios? Onde fica a memória de cada instante ? Acordam, então, sentimentos de dúvida e frustração. O ganhar ou perder fazem batucadas [...]

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O tempo tem marcas e perfumes do passado

Lembro-me, quando ia ao campo de futebol, com certa frequência. Era muita diversão. Outro contexto. Antes do jogo principal, havia a chamada preliminar. Disputas entre os aspirantes aos times titulares. Lá estavam os futuros valores, na luta pela ascensão. A vibração era grande. Uma boa preparação. Liberava tensões e despertava expectativas. Não existia a famosa [...]

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Os significados dos sentidos e a existência do absurdo

  Há palavras que são densas. Provocam debates e incertezas. O pensador Michel Foucault afirmou que a história não tem sentido. Ele quer enfatizar que ela é uma construção, não cabendo, aí, a idéia de destino, nem tampouco a pré-determinação. Vamos vivendo, tecendo as relações sociais, mas a complexidade do coletivo e suas ações culturais [...]

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