Ler a notícia, desmontar a máscara

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Não estranhe  sua perplexidade. O tempo veloz ensina pouco, cria dubiedades. As pessoas mudam, a política se estraga, a ingenuidade se fragiliza. É incomum um cotidiano sossegado. As tempestades se anunciam e as manhãs já se tornam nubladas. Muitas prisões, ataques ferozes, discursos vazios. Ficamos flutuando  em expectativas medonhas e preventivas. Quem são os culpados? Incertezas são vendidas em  manchetes dos jornais,Temer jura inocência, não cuidou de suas falcatruas de forma discreta. A lava-jato quer espaço. Estimula muitas intrigas. Temer sente-se maltratado. A novela é complexa.Lula amarga processos imensos, recebe solidariedade, mas a confusão continua e a corda bamba não se vai.  Os choques queimam qualquer fio de esperança e o lixo monta sua paisagem.

A sociedade não toma rumos saudáveis e prefere viver carnavais  de desmontagens. Não dá para confiar, nem produzir ídolos ou defender revolucionários puros. Os compromissos são suspeitos. Os juízes brigam, simulam ser vítimas, embora tenham sua grana garantida. Explodem com sentenças como hienas famintas  Há muita simulação e a história se apresenta como um espetáculo de disputas. Pense que  houve utopias, que se  celebraram liberdades.  Abram as portas dos quartos escuros, talvez as luzes ajudem a expulsar os desenganos. As brechas devem nos ajudar a sacudir fora as poeiras tóxicas. Por que se tornar escravo do fugaz?

Observar que a inquietude envolve,sempre,as conversas, traz incômodos e pesadelos. O mundo é um mercado e os ruídos anunciam preços exorbitantes.A busca é pela mínima  dignidade como se houvesse uma falência geral de valores e as religiões declinassem apunhaladas por gurus assombrados. Portanto,as aflições perturbam as possibilidades de reinventar algumas coisa. Mas qual  seria o exemplo?  Existem uma rua  sem esquinas,  uma convivência sem mesquinhez, o sorriso solto, o deus de bom humor? Tudo isso  provoca instabilidades e abraça com melancolias intermináveis os sentimentos mais cotidianos.

A vida não se constrói  sem escolhas. Quem governa optou por empurrar os controles ou os fingimentos  para aumentar a dominação.Possui adeptos e forma-se um batalhão de covardias que se balança no oportunismo. A história se lança  para um futuro que pode morar em continuidades e servidões. Há movimentos de manutenção. A mesmice aprisionou a criatividade. Acompanha-se a mudança com a novidade mecânica,  arrastando-se na imagem que o celular que o filho de Jair divulga. Portanto, a coisificação se espalha como repressora de qualquer ousadia. O desgaste não deixa de ocupar um lugar temeroso. As notícias escondem o cansaço, porém se aprimoram em desenhar o inútil e firmar medos.Não se mascare com uma identidade morta pela apatia.

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