Loucura divina, setenças finais

Nos desenhos dos últimos horizontes estão anunciados os nomes

dos condenados nos delírios incomuns do juízo final.

Não há lucidez mínima, nem a razão tece palavras desconhecidas.

A loucura dos deuses consolida a eternidade da ilusão, o esgotamento do absoluto.

Cada história não consagra destinos, não renuncia a incerteza da ousadia.

O poeta escreve na gramática que repudia a repetição e a quietude,

a serenidade tem a cor do sonho e a vida o perfume da morte atravessada,

a aventura do acaso não justifica as invenções, mas teme a resposta nunca vista.

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