Marielle e os juízes: as moradias de Kafka

 

 

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Muitos sustos tomam conta da sociedade. Parece que existe uma guerra constante. com ataques sistematizados. Não é só no Rio. A quantidade de pessoas que morrem é absurda. Observem o que acontece na Síria. E a fome que atingem milhões de refugiados. Os moradores de rua conseguem sobreviver de forma cruel. As ruas tornaram-se cenários tensos. O medo angustia, o dia de manhã pode derrotar o sonho. Mas não esqueça que existem pessoas prontas para justifica tudo. Se Kakfa estivesse vivo ficaria perplexo. O mundo se veste de fantasmas.

Os debates invadem a rede social. Procura-se o sinal da culpa. Ninguém escuta as vozes do passado. O Brasil convive com escravidão, latifundiários, brigas políticas cínicas. A morte de Mariele comoveu e deve haver uma luta para extinguir  tantos desmandos. Temos que ficar, contudo, atentos para o coletivo. Ele está destroçado. Os valores se quebram, os juízes pedem auxílio para completar salários milionários. As notícias circulam com a velocidade que impede reflexões. A covardia também inibe ruídos de alguns que fogem das contradições.

O importante é ficar alerta, porém não se ater a um único dia. A sociedade pode mudar. Há utopias, desejos de planejar socializações, repúdio aos políticos corruptos. A construção história é, muitas vezes, desprezada. As relações sociais não surgem do nada. O disfarce que se monta para negar as explorações é sofisticado. As relações sociais estão contaminados com relações de poder. Nem sempre, elas possuem a marca do diálogo, defendem opressões, celebram cores fascistas.Não faltam religiões que pregam amor ao próximo com um cinismo assustador.

Continuar a rebeldia é fundamental. A ordem dominante é totalmente repleta de privilégios. Exclui a maioria. A globalização do capitalismo é uma epidemia que consagra a riqueza da minoria. Multiplicam-se as questões de violência, porque a violência está no cotidiano. Não nos iludamos com os discursos do progresso. Há tecnologias espetaculares. Há também conspirações bem tramadas. Deixar de lado os fazeres da história, não pensar sobre a sua simultaneidade minimiza a dor e a resume ao imediato. A tristeza diz do coração que precisa respirar.

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