Marx não desmoronou

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Há pensadores que sobrevivem e não são abndonados. Marx é um deles. Consegue manter suas críticas válidas e ser admirado por militantes. As frustrações das revoluções socialistas não o apagaram da  história. É claro que as políticas existem e provocam agressividades. A sociedade está sufocada, procura caminhos, encontra-se cercada por modas intelectuais imensas. O consumo é extenso, ataca todas as áreas. Há perturbações, delírios e intolerâncias. Marx se mantém. Suas críticas merecem leituras e mostram as explorações do capitalismo.

Muitos buscam sofisticá-las e as entregam às meditações acadêmicas. Marx é lido como saída metodológica para salvar entraves teóricos e garantir posições nas discussões acaloradas. Mas há quem reduza Marx aos escritos de Stalin ou ao pragmatismo de Lênin. É uma forma de ativá-lo junto às massas ou mesmo simplificá-lo. Não faltam opções. As editoras gostam de lançar livros escandalosos, desvendar segredos. Marx não foge dos mercados. Para que negar a concorrência e as opiniões fanáticas? A homogeneidade é uma falácia.

Não podemos nos afastar das contradições contemporâneas. O mundo gira de todas as formas. Há intelectuais que fazem sucesso com suas palestras milagrosas. Observem como Karnal ocupa espaço nas redes sociais e atinge um público bem expressivo. Marx não faz parte da sociedade do espetáculo. Veio muito antes de Sarte, Deleuze, Foucault e tantos outros que povoam as mentes contemporâneas. Riscar a sua importância é um erro incrível. Acho indispensável mergulhar na suas obras para compreender a industrialização e o desmantelo da desigualdade.

Se haverá outras revoluções, não sei. Houve comportamentos totalitários entre os que se colocavam como  marxistas. Quem não vê vinganças, ataques, dissidências? As teorias surgem, arrastam controvérsias. Marx formulou uma crítica radical ao capitalismo. Considerou, porém filósofos iluministas, não desprezou os economistas clássicos. No entanto, demoliu os alguns encantos de uma sociedade estruturada no monopólio, na centralização econômicas. Para muitos, ele é insuportável, uma ameaça. Causa arrepios, tempestades.

O tempos passa, a inquietação permanece. Freud também abalou as tradições construindo outras interpretações. Não faltam exemplos do santos e dos malditos. Não há silêncio, mas ruídos estridentes. Política e religião sacodem ânimos e se misturam. Marx não poupou seus adversários com argumentos fortes. Seus escritos são valiosos e rebeldes. Nada como uma leitura sobre o fetiche da mercadoria! O passado não abandona a história e as ambiguidades não se desmancham. Basta olhar a China, a Venezuela, Cuba, Coreia do Norte e as reflexões que envolvem o mundo globalizado. É preciso ouvir as sinfonias. Não deixe o circo pegar fogo, imagine sua aventura e sua coragem. Perigoso é adormecer no messianismo.

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3 Comments »

 
  • Geovanni Cabral disse:

    Excelente reflexão Antônio Paulo. Não podemos deixar Marx no baú das memórias. Suas leituras nos permitem compreender fragmentos do século XIX, suas astúcias e desdobramentos. Concordo quando mencionas que Marx não escapou do espetáculo, muito menos da crítica e dos fetiches capitalistas. Mas, não conheço outra leitura que mostrou tão bem esse cenário do consumo. O Capital, o maior deles. Abraço Antônio!!!

  • Grato amigo. abs
    antonio

  • Romana Mesnard disse:

    Finaliza bem sobre Kark Marx com a frase “o passado não abandona a História. A tentativa de alguns teóricos quererem aniquilar o que Marx teorizou de inoperante e inválido está aquém. As verdades ditas de Marx, as quais nós nos defrontamos,é como que o monstro capitalismo fizesse de suas teses o antídoto pra crescer sua monstruosidade.

 

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