Messi mantém a glória e a majestade

Messi tem 24 anos. Canceriano, joga no Barcelona, mas nasceu na Argentina. São dados que aparecem, exaustivamente, em toda imprensa. Messi é conhecido, na aldeia global, como ídolo inquestionável, ameaçando os reinados de Maradona e Pelé. Pela terceira vez foi considerado o melhor do mundo, num esporte tão cheio de instabilidades e disputas. Consegue ser quase uma unanimidade, circula como um símbolo do sucesso, da disciplina e da genialidade. No seu  cofre moram milhões de euros, seu talento é indiscutível, atravessa fronteiras, deslumbra. Seu feitos são exaltados, divulgados cotidianamente. Seu clube, o Barcelona, tornou-se o símbolo do futebol inteligente e mágico. Parece imbatível. faz escola. Messi está cercado de ótimas companhias, de outros artistas que possuem espaço na mídia.

Esse prêmio lembra figuras importantes. Zidane, Ronaldo, Ronaldinho, Romário já foram festejados. O Brasil não se ausentava, antes, dessas competições, de maneira destacada. Neymar, hoje, é a nossa estrela maior, porém não despontou com firmeza. Há quem lance dúvidas. Ele tem um postura diferente de Messi. Imprime jovialidade aos seus atos. No campo. Improvisa e surpreende. Contudo, sua exposição nas fofocas no mercado da bola é constante. Sofre desgastes desnecessários. Seu processo de aprendizagem exige sutilezas, encontro com certas ordens e vaidades amenizadas. Muita euforia gera descontrole. A fama é escorregadia.

A tradicional terra do futebol vive um momento não muito otimista. Há desorganizações, denúncias, desgovernos. Falta uma precupação com as bases de formação dos jogadores. O discurso da grana prevalece. A seleção anda sem rumo. Mano não acerta o time. Muita gente, talento raro, queda geral. A vitória do Barcelona sobre o Santos ativou, mais ainda, o desconforto. A soberania verde-amarela empalidece rapidamente. A confusão tumultua as expectativas com relação ao próximo Mundial. Sobram desconfianças. A instituição futebol treme, esquece craques e se ver manchada por desperdícios frequentes. A Espanha abala-se com a o desemprego, porém se assanha com as conquistas do Barcelona.

A trajetória de Messi não foi fácil. Venceu dificuldades, descréditos iniciais. Saiu da Argentina, para formar-se na Europa. Impressionava pela habilidade e seduziu os olhos mais atentos. Messi tem seus ressentimentos. Ninguém flutuar no ar, num tapete mágico, sem ouvir ruídos de tempestades. Elas podem ser raras, mas incomodam. Há aventuras que não convencem e notícias vendidas como  mercadorias valiosas. Imagine o que se pode falar sobre a majestade.  Messi não confirmou sua maravilhosa arte nas partidas da seleção Argentina. Recebe elogios tímidos. Sente que o toque é outro, o ritmo é lento, sem desenvoltura.

Messi carrega esse peso. Seus compatriotas externam mágoas e paixões negativas. Recordam-se com saudades das astúcias de Maradona. Os contraponto são polêmicos. Duas vidas em movimentos desiguais, no entanto envolvidas por manchetes e imagens fabulosas. Messi está longe de terminar sua travessia. Os acidentes acontecem, pode haver desmantelos. O tempo responderá pelas indagações e incertezas. Tudo indica que Messi seguirá entusiasmando, superando índices, acumulando prêmios. Quem sabe não resolverá seu caso torto com as andanças da seleção platina? Ninguém tem o domínio de todas as estratégias. Não custa apontar horizontes claros, para que já driblou as armadilhas da natureza.

PS: Foram acrescentadas novas sugestões de leituras e de filmes.

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2 Comments »

 
  • DIÓGENES disse:

    E mais uma vez brilha Lionel Messi, na unificação do prêmio da fifa com a revista France futbol ele é unanime, detém todos os títulos. Antes, com várias conquistas o futebol brasileiro era repleto de estrelas no palco da FIFA, hj o domínio e a realeza é do argentino Messi, e que por sinal acirra ainda mais a rivalidade sul-americana, esperamos anciosos o que acontecerá com Neymar, se irá abalar a hegemonia do craque do barcelona?

    Messi de fato mantêm a glória e a majestade no futebol mundial, mas ameaçar reinados de Pelé e Maradona, acho um pouco improvável, pois o nosso Pelé é um mito no futebol, países pararam para ver ele entrar em campo, Pelé é o atleta do século, e detentor de uma singularidade incrível no futebol, Messi tem seus valores no futebol, mas não muito comparado ao Rei Pelé.

  • Diógenes

    Cada época tem seu grande ídolo. Messi vai adiante. Consegue simpatia e joga muito.
    abs
    antonio

 

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