Modernidade líquida: identidades soltas

 

No mundo acadêmico, há suspiros autoritários. A burocracia oprime, provoca confusões, despreza argumento, inibe o debate. Formam-se regras com ausência de reflexão. Elas significam a qualidade que o pragmatismo e a competição buscam difundir. Há muitos disfarces, porque as teorias nem sempre procuram tocar nas transparências ou na possibilidade de fugir da mesmice. Não é fácil colocar incertezas ou suspeitas.Os aprisionamentos fazem parte da globalização.

As lembranças de que o sólido se desmancha entram no cotidiano. A vida se torna um espetáculo. O autoritarismo não se abriga apenas nas academias, nem nos governos. Ele se infiltra nos momentos mais inesperados, se enche de dogmas, amortecendo os impactos que os saberes inquietos poderiam fertilizar. Nem tudo está marcado pela homogeneidade. As diferenças existem, as história se movimentam, o presente possui encontro com o passado e a política anda de braços dados com as religiões institucionalizadas.

Quando Zigmunt Bauman desfaz preconceitos ou avalia por onde anda a complexidade da sociedade, instiga controvérsias. O efêmero ganha espaço, o escorregadio mostra caminhos múltiplos. Não somos identidades fixas. Vagamos. As estratégia do capitalismo querem vender verdades e emudecer ruídos. Massificam, espalham doutrinas, simulam democracias. A modernidades está longe de derrubar certas tradições ou de arquitetar relações socais que neguem a desigualdade. As perplexidades se conectam com ambivalências. É difícil visualizar formas onde os abismo adormecem num caos esquisito.Talvez, estejamos numa pós-modernidade, largando de vez as vozes otimistas do progresso.

Num mundo de epidemias e de multidões de refugiados as agonias precisam ser escondidas por aqueles que defendem a exploração. As instituições mudam de objetivos, de vestimentas, porém o ânimo encontra resistência. Como navegar sem direção ou sufocado por acumulações desqualificadas?  Se tudo se submete a uma fragmentação contínua ou a permanência predomina é uma questão. Conversando com Sartre( O inferno são os outros) e com Valter Hugo( O paraíso são outros) observamos que conflitos reafirmam as precariedades e os cansaços.

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