Mondrian: a geometria da arte e do coração

 

                                Não escreva o nome das cores, nem pense por onde

                                andam os destinos inventados.

                                Cada instante tem a forma de abandono, pertence ao passado

                                pois a urgência acelera o alcance dos sentimentos.

                                Não pergunte o significado do tempo e da morte.

                                Adivinhe o traço do medo de Descartes e  a timidez do brilho

                                do afeto do palhaço enciumado.

                                Fuja da equação, sacuda o chapéu perdido no banco da

                                praça, junte-se  às pétalas soltas  no destino vazio.

                               A aventura da vida não cabe em poucos corações.

  

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3 Comments »

 
  • Emanoel Cunha disse:

    Esse texto direciona o leitor a interpretar as diversas formas que podemos dar a vida, inclusive, trabalhar a vossa poda que pega justamente os seus sigificados mediante ao fluxo do pensamento cartesiano. Bélle Texto, prof!

    Abs

  • Emanoel

    A arte nos traz multiplicidade.É bom não esquecê-la, nem entrar na onda da novidade.
    abs
    antonio

  • Emanoel Cunha disse:

    É verdade, pois a novidade tira muitas das essências de uma verdadeira impressão que há mediante uma obra de arte. Atualmente reproduzidas com excessiva mercadoria. Benjamim explora bem essa questão. E que discussão…

    Seu valor, nas variadas dicotomias da modernidade, não é mais medido pela criação de suas funções artísticas, carregadas por seus símbolos e beleza, mas sim pela seu amplo jogo das leis de mercados, seja a obra abstrata e concreta. Assim suas sombras omitidas pelo comércio ao particular tira seu significados múltiplos da obra, contribuindo assim para o surgimentos de novos conceitos.

    Abs

 

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