Não estranhe o mundo

Seria agradável viver , num mundo, de passagens quietas e bons companheiros. Vizinhos solidários e muita vontade de conversar sobre a vida. Não temer sentimentos, curtir alegrias e pensar que o trabalho é uma invenção que nos faz produzir culturas.Talvez, esteja imaginando um paraíso. Mas ele não existe. Por que ficar sempre no tédio ou programar armadilhas para os outros? A inquietude dignifica e salva, a inércia estimula ingenuidades perigosas. Provocar aciona ânimos. Decida-se.

Nada é recente. Desde os tempos mais remotos as vinganças se espalhavam, lágrimas corriam, tristeza buscavam brechas. A violência não é criação da modernidade. Há sofisticações de intrigas que são silenciosas.Sabem de segredos, conhecem seus fazeres entortam signos arcaicos. A tensão está no cotidiano.Como a história suporta tantas dissidências? Há gênios do mal. Pouco dominamos do ir e vir da sociedade. Não é incomum sustos, escândalos, hipocrisias. As perplexidades não se cansam de sacudir o mundo e trazer pesadelos extravagantes. Acorde, afirme sua imagem!

Surgem as dúvidas.Quem fabricou o ser humano? Por que ele anima festas e , ao mesmo, exerce crueldades? Muitos mistérios e desenganos, porém há buscas para suavizar as brutalidades. Sossego absoluto é apenas uma utopia. Se a tragédia acontece, o desespero intimida e os fugitivos se agridem. O que fazer? Grandes teorias germinam, apontam soluções. No entanto, os fascismo cantam louvores e as religiões se confundem com tramas negativas. Não há vacinas divinas e sim ofícios científicos cheios de equações. Já leu Camus?

Difícil não deixar de resistir. As decepções destroem desejos e empurram frustrações para a beira do abismo. A malícia não se esconde, ocupa lugares privilegiados. Acusam alguns, elegem outros. A sociedade se mistura com falências e abandonos. A lucidez se encontra tonta, com tantas formas de manipular a vida. Conto a história e é preciso contá-la. Conhecer espaços, aventuras, se desfazer dos labirintos. Muito malabarismo. Saudações para quem acredita na mudança e expulsa o lixo das artimanhas políticas. O diálogo não pode desaparecer. Pergunte a Kundera se a ficção é azul e serena

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