Nas ondas de paraísos descartáveis e de neuroses cotidianas

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Há reflexões que tentam salvar os chamados dos capitais e das maldades perenes. Os iluministas pensaram em salvações racionalistas. Não deram certo. Conhecer não significa necessariamente  fixar compromisso. Quem não sabe que existem abandono e exploração? Sempre surge alguém que justifica perdas e admite o discurso da servidão voluntária. Não só as religiões preparam armadilhas. Buscam também  santos transparentes. No entanto, estamos assistindo aos desmandos gerais de sacerdotes que superestimam o sagrado banalizado. Vale o interesse, enaltecido pelo pragmatismo. Vence uma insegurança que atormenta o cotidiano, desmonta o sossego, enfraquece.

Figuras pintam no pedaço com fúria de vinganças. Observem os pronunciamentos. Alguns se julgam  redentores e acusam inimigos de todas as manipulações possíveis. É forte o ódio que cultiva. Há outras figuras que externam desejos e prometem limpar o mundo. Todos acompanham as falas dos ministros. Eles se sentem incomodados com críticas, mas ão deixam as dubiedades de lado. Quando se trata dos julgamentos do Supremo, as coisas se embaralham. Será que não há encenações marcadas? Muitas controvérsias escondem que não há capitalismo sem coerção e desigualdade. Analise as ações das multinacionais nos países mais pobres. Não se arme com ressentimentos, porém não deixe de condenar o que está errado.

Não custa percorrer as histórias. Voltaire desconfiava da dignidade humana. Marx mostrou como o capitalismo segue a exploração. Freud se decepcionou com a agressividade. Não a negou. Procurou compreendê-la. Os hippies lutaram por paz e amor, embora o racismo degradasse a vida social e invadisse as ruas dos Estados Unidos. Quem pode se desfazer das memórias das atitudes de Hitler, dos acordos da Igreja com Mussolini, das guerra feitas para estimular o mercado de armas? Não dá para esperar paraísos ou eternidades, uma paz fabricada por mídias controladas, Tudo se perverte como se fosse um programa mal feito de computador. Não é o caos, é luta por poder se ampliando com imaginários povoados de ódios e desesperos.

Contemplo a história fora da linearidade. Não consigo mergulhar em utopias de forma radical. Longe de mim desejar uma epidemia de penúrias. Considero o caminho da história desenhado por curvas. Não há ingenuidades, porém misturas que confundem, romantismo suaves para criar amarguras leves. A sociedade celebra festas, agita sonhos. Isso a engrandece, para alguns e cria ilusões para outros. Existem simulacros que usam tecnologias. Estamos no meio de fórmulas e vacinas perigosas. A escravidão  está solta arruinando o mundo, com espetáculos caros e imagéticas. Os perdões não se foram e se vestem como esconderijos do bem. Desarma-se, as neuroses urbanas também descompõem os que lembram os anjos.

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