Nietzsche

                                   

Há uma dor em todas as páginas.

  Desapareceram os risos, as máscaras, as danças, os enganos, as ironias.

       Há um anúncio de uma vida comprada como uma mercadoria barata, na mercearia decadente da esquina, sem papel, sem identidade.

     Dizem do mundo o que está perdido, a linha da travessia primordial.    

Solto o deus que adormecia na minha última alma, turbulento e desnorteado.

                A escrita não acende o fogo, mas queima a ingenuidade impossível que não queria.

                  A   loucura é entender um outro mundo em que só se fala,                                

                                escutar o que vem de fora, arranhando o que está lá dentro,

                 festejar o retorno com a mais sublime ambiguidade.

          A cartografia do eu tornou-se um silêncio.

 Não há mapa onde não há território.

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2 Comments »

 
  • Emanoel Cunha disse:

    Assim defino Fredich Nietzsche em seu perfil astuto e sábio:

    Sou eu o compêndio das tradições na qual não reconheço a loucura do homem em transcender-se de sua própria alma, dita “intelectualizada” a luz da razão. Essa desprovida de suas ideologias, pois foi um projeto fragmentado, na qual sistematizo as imcompreenções que foram configuradas na modernidade. Sou eu um deus, sou eu mesmo que refaço e construo as minhas ideias e minha própria vida, por que dessa tenho o direito de ter liberdade, nela dou os significados das suas circunstâncias banais. Não fico a me humilhar em questões no que toca a remissão dos pecados, pois este me faz ser submisso a minhas compreensões de me entender como humano. Aqui no mundo estou e passo a ser extemporâneo de minhas concepções de adentrar em meu Eu e saber a capacidade de me intelectualizar por minha própria vida e através dela espelhar a divina capacidade de imaginar o mundo pela minha própria genialidade de ver o demasiado humano.

    abs

  • Emanoel

    Fez sua viagem,isso anima a relfexão.
    abs
    antonio

 

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