No meio da política, eu curto o afeto e o contraponto

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Sou canceriano.Dizem que os cancerianos são afetivos, gostam de acolher. São também inquietos, não ousam ouvir desaforos sem sentir mágoas. Há muitas coincidências. Não deixo de fazer meu mapa astral. Não sou religioso, porém viajo em transcendências. Os astros me seduzem e os acasos me dão energia. Cada um anda por suas travessias. Não curto a agressividade. Fico perplexo com as raivas de alguns. Procuro não perder amigos, mas surpresas acontecem. No entanto, como suportar as desavenças de pessoas que exaltam a tortura e se dizem cristãos? Que neura!

A política esquenta o coração. Ler Rousseau, Arendt, Maquiavel ensina. Quem esquece as lições do cotidiano? Na intimidade da família, a política traz disparadas incríveis. Soltam-se invejas antigas, vindas de épocas distantes, de brigas infantis. Nem todos são iguais. O espaço físico não torna as pessoas amigáveis para sempre. A eleição está sacudindo iras, atiçando promessas de vingança. É triste, porém o comentário é geral. Sofro críticas e ironias. Já me acusaram de rebelde sem causa. Não me abalo. Convivo com quem me traz boas energias. Sou educador.

A multiplicidade veste a sociedade. Há quem fique apático, nem ligue. Os narcisistas procuram curtir seus raciocínios e correr fora do que chama lugar comum. Desfilam, cercado de pessoas, no egocentrismo que considero vazio. Há diferenças imensas entre os candidatos. A confusão é grande. Quem ver estrelas apagadas e se nutre de informações rasteiras se irrita com qualquer reflexão. A vida corre, os empregos são almejados em troca de apoio e o mudo treme com tantas novidades. A tecnologia se apresenta com seu poder quase sufocante.

Nunca abandonei a solidariedade. Detesto censura e ordem armada.Desde pequeno, não simpatizei com ditaduras. Devemos olhar também os outros e não se fixar na família. Os filhos são pedras preciosas.Nada de criar ressentimentos e compreender as relações sociais. O capitalismo investe na desigualdade. Mesmo os religiosos não se importam com as ambiguidades. Querem a paz do senhor e o dinheiro no banco. Há quem vote em Jair de olho na poupança, pensado em ser um futuro Edir Macedo. A história inquieta, não está  livre de suspenses, desmonta sonhos. No meio da política, seres humanos também se divertem, dançam, brincam. Sem afeto, não me movimento.

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1 Comment »

 
  • Rivelynno disse:

    …bom professor, eu também sou de câncer, e assim como, todas as pessoas sensatas, democráticas e que não acreditam nas instituições públicas dos dias de hoje e nem nos atuais meios de comunicação tradicionais, eu tenho medo, tudo parece um pesadelo bizarro e sem fim. Já briguei com colegas, sai do grupo de ZAP da família, nesse momento, adquiri um celular e estou nas redes sociais fazendo o meu ativismo e minha militância possível. Eu nunca chorei num pleito eleitoral, me parece que esta será a primeira vez, em mim apenas a certeza absoluta de que estou do lado certo, assim como o senhor, abração e que sigamos em frente, eu ainda espero por um milagre de grandes proporções, só não sei até quando….

 

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