O perfume da gasolina e os dualismos

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Estamos habituados com o dualismo. Afirmamos verdades ou mentiras, somos do bem ou mal. A história tem registrado religiões que vivem divulgando pecados e salvações, céus e infernos. Os dogmas assumem lugares até na construção do conhecimento acadêmico. Não é possível exercer dúvidas e ampliar críticas? O controle social é sutil. Os computadores espionam seus prazeres, seu consumo. seu desespero. A existência de um concepção dualista de mundo ajuda a convencer os ingênuos e consolidar ditaduras. Não acredite no relativismo absoluto, inacessível e totalitário. Fuja de esquemas simplistas e não renegue a complexidade.

As diferenças culturais não são ficções tolas. Estão girando. Somos animais, porém convivemos com heterogeneidades, muitas vezes, radicais e opressoras. A sensibilidade se desenha mesmo no desgoverno.Isso não nos ausenta das controvérsias. Discordamos, escutando, criando argumentos e alternativas. O sim ou o não resolve alguma coisa? Compreender o outro é uma arte. É claro que o ocidente não é o oriente, nem a França é o Brasil. No entanto, há pontos em comum, escritas que se tocam, sentimentos que viajam pelos corpos estimulando desejos. Entre o bem e o mal se formam valores. Não fiquemos nos extremos, atiçando violências, simulando raivas.

Nas confusões e desgovernos observamos turbulências, aparentemente, fatais. Desenganos com vestes onipotentes se impõem e os culpados são crucificados antes dos julgamentos. A manipulação não é estranha aos políticos que dizem ser donos das verdades. Nas oposições, correm disfarces, a pureza se suja com desmantelos e farsas. Quem mora na beira do abismo percebe que o perigo é real e ameaçador. O importante é abrir a porta da desconfiança. Será que Temer é um enviado dos demônios? Ele consegue segurar as barras com suas palavras tortas? Sobram inconsequências e a sociedade sofre sem se livrar das fantasias. As notícias garantem a ansiedade.

Vamos adiante. Todos são tomados pelas mesmas dores? Como fixar medidas num sociedade marcada pela disputa? As regras e ambições circulam em qualquer grupo. Os limites desenham éticas ou as estraga. Estamos longe das harmonias. Talvez, elas sejam mínimas. Ninguém garante uma verdade para todos, pois os pensamentos se misturam com os interesses. Dividir e somar? Subtrair e multiplicar? Quando se rasga a solidariedade os sentimentos pulam, aceleram suas contradições Prometeu reagiu, mas os deuses não cederam. Resta a polêmica. Os caminhos curvos esgotam paciências. A gasolina queima e possui o perfume do apocalipse.

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