O amor é a possibilidade da salvação ou da ilusão perfeita?

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Tudo tem uma história. Não é preciso ser sábio, para observar que há mudanças. O olhar de cada um possui cores singulares. As cegueiras existem, como os traumas de infâncias, as intrigas afetivas, as famílias esfarrapadas pelas dores. Ninguém, porém, deixa de falar no amor. Adão e Eva já estavam atentos. Zeus gostava de andanças em buscas de salvações eróticas. O amor é mais que um tema, é uma prática complexa. Lembra-se das dificuldades de Romeu e Julieta. das análises de Freud, das decepções de Cristo e de sua fala aos que acusavam Madelena?

É importante não desprezar a memória. O romantismo se renova, anda atrás de milagres. Muitos não se ligam no século XIX, esquecem de Goethe, não conhecem Victor Hugo. O amor não dança num só ritmo. Quando o capitalismo se constróis, ele segue passos perigosos. As idealizações sofrem abalos, pois as heranças assumem lugar de destaques e as virtudes ganham outros nomes. A sociedade formula contratos, observa as jogadas do individualismo, abala as façanhas da monogamia. Formam-se alianças com as religiões e o sagrado se mistura com o profano. Muitas geometrias  distraem as batidas da aflição inimiga.

Há quem não tenha pressa. O amor requer silêncios, paciência, ousadias. Ele não é escravo da paixão. Correr cansa e nem todos respiramos ares encantados. Portanto, sacudir as travessias diferentes, usar esquemas, não trazem fôlego. O amor se fragiliza, mostra a falta de eternidade que nos cerca. Garantir suas certezas seria uma obra magistral. Melhor é compreender que os espelhos se quebram. A magia abraça o amor, porém não confie que ela tem residência fixa. O aeroporto está cheios de voos, nem todos possuem decolagens seguras. O desfazer é componente da história, ponto final de alguma coisa. E a reinvenção não chama atenção dos mal resolvidos e subverte a travessia?

Tudo isso inquieta o coração. Os símbolos traçam caminhos, um sorriso anima, uma transa revela anseios, uma mudez anuncia desavenças. A gramática do amor é profunda e não foge das interrogações. O amor está na vida, se recompõe, ameça solitários, amedronta quem se julga superior às frustrações. O que fere sempre desgoverna sonhos. Fixar o amor e entrelaçá-lo com regras  garantiriam  a conquista da estabilidade? Octavio Paz desconfiava do amor em épocas do pragmatismo. Num mundo das mercadorias o afetos é atacado por granas e armadilhas. O amor não escapa. Não custa esperar as surpresas. Não custa experimentar o perfume da sedução. O sentimento pede ânimo e a sociedade quer festas e celebridades coloridas.

 

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