O amor maltratado:trocas programadas

 

Mãe e filho

 

Todos se acendem com a política e as manchetes continuam provocando intrigas. Escolheram um caminho para o mundo de forma opressiva. A sociedade de consumo se afirma, quer adeptos, engana, sufoca. O outro é também uma mercadoria. Os preços explodem como vulcão solto. Tudo se resume a um interesse. Há quem se salve, porém não escapa das desconfianças. O amor é uma sentimento que não foge dos esquemas. Estamos na era efêmera dos chocolates, nada baratos. Expressam afetos disfarçados.O abandono bate na porta com violência.

O amor líquido tornou-se uma epidemia. Os sociólogos teorizam, buscam soluções, vendem saídas, ficam estremecidos. A troca é veloz. Quase não se olha para as pessoas. Elas parecem manequins que se movimentam. Mas quem se olha? Todos jogam na pressa. O que poderia mudar a sociedade se transforma em moda. É tudo que as datas programadas desejam e incentivam. Falta comemorar o dia da desistência, pois a fragmentação frustra e corrói. A sociedade chora para monitorar presentes e passear no shopping. Desmonta-se.

As histórias possuem  lugares e tempos. João amava Maria que se sentia atraída por Antonio. Batia um sentimento de culpa. A dúvidas cimentavam possíveis vazios. A identidade masculina ampliava o poderio machista Havia hipocrisias bem articulados. As mulheres se encolhiam e exaltavam a maternidade. Na Grécia, a homoafetividade tinha espaço, não era pecado. Na Idade Média, o catolicismo queimava e torturava. Mas o que acontecia mesmo na vida dos religiosos? E a pedofilia é coisa de hoje? A história vive também de permanências e ilusões.

O desamparo e a solidão crescem no mundo dos amigos secretos. Um abraço vale quanto? Com quem posso conversar sobre as minhas fragilidades? Quanta custa a droga que me alivia? Para que serve comprar  dez livros e só ler um? As perguntas nos deixam perplexos? A escolha sexual deve ser múltipla? Quem sustenta uma relação? Quem se sente comovido pela família? Os rostos trazem olhos, porém para quê? A beleza não é um produto? A insegurança não rouba a tranquilidade? Cria-se um mundo de armadilhas e cinismos espantosos. Perde-se o sentimento, calcula-se o golpe, assalta-se a ingenuidade.

O capitalismo plantou projetos danosos. Muitos se esquecem que a afetividade é um alimento precioso. Nos Estados Unidos há fanáticos por armas. Mata-se como se fosse uma brincadeira de tiro ao alvo. Freud apontava os perigos da infantilização. Ela produz ambiguidades e jogamos as responsabilidade para os outros. O mergulho na ausência de estímulo gera uma apatia cruel. Não é à toa que a luta pelos pontos de droga existe. Muitos viajam, se assombram com a vida, cultivam a melancolia, são vítimas que não querem salvação. Com amar sem se vestir da coragem cotidiana, manipulando o outro e adormecendo na tela da TV? Assuste-se, contudo não fuja d auto-estima.

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