O beijo e o sonho

Há paraísos sem pecados, sem deuses, sem ansiedades.

A imaginação desenha as possibilidades, mas tem limite, se desinventa.

Cada tempo encerrado afirma que a morte não é ficção e

a história vive de assombrações repentinas e loucuras avulsas.

Não atravesse estradas conhecidas pelo medo e a covardia,

não consagre o descuido, nem celebre solidões anônimas.

As crises constantes são sinais de inquietudes tardias e de raivas doentias.

Há um espelho que conta tudo, sepulta mentiras sem desfazer as verdades,

esconde abismos, anoitece para esquecer a dor da existência sem sentido.

Tudo é efêmero como a distância de um beijo que não se apaixona pelo sonho e

um voo de um beija-flor que busca enfeitiçar todas as flores.

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