O capitalismo e as distopias: desenganos

Resultado de imagem para distopias

 

A sociedade do consumo atravessa crises constantes e radicais. Não existe momento de estabilidade. As fervuras atiçam rebeldias, mas as mudanças não são consolidadas. Há um péssimo imenso, apesar dos protestos. A questão é definir o caminho e agir. Mas as estratégias não tem funcionado e os governos reprimem e intimidam. Daí, surgem perspectivas sombrias. A luta se sente ameaçada, pois o capitalismo busca alternativas de convencimento e controla a mídia. A minoria privilegiada assume corrupções e lança seus mecanismos de opressão. Os refugiados correm o mundo como animais soltos no desespero.

Se o século de XIX construiu sonhos, atualmente temos pesadelos. Consagram-se valores que o narcisismo amplia. Quem desenha paraísos toma sustos. A crítica de Marx possui ecos, atinge grupos, destrói mitos. Muitas experiências socialistas foram, porém, tomadas pelo autoritarismo. Surgem os que detonam a divisão de riquezas e exaltam o liberalismo. Há apoios ao capitalismo, mesmo daqueles que são explorados. Portanto, as ambiguidades confundem, criam justificativas para manter mordomias, desfazem as tentativas de lançar saberes coletivos.

A globalização estreita costumes, inventa sensibilidades. É perigosa, pois quer a massificação e não tem planejamento que salve a maioria. É um engano cair nos encantos das tecnologias. Elas treinam servos, pessoas que ganham objetos com ansiedade desmedida. Acumulam-se mitos. A reflexão não consegue arrancar máscaras. Não deixa de haver ingênuos e festivos. As rebeldias denunciam, mostram os buracos, mas as armas calam, fecham cercos, punem greves. concentram poderes. O amanhã se perde nas manchetes dos jornais.

As distopias mostram que há ruínas. Não existem espaços para se refazer valores, neutralizar a ferocidade dos agentes predatórios. A razão instrumental ameaça com suas garras. Não há neutralidade. Ganha dinheiro que tem dinheiro. As crenças são invadidas pelos negócios e o mercado parece um deus gigantesco. Infelizmente, os labirintos se multiplicam e os fantasmas do passado metem medo. O progresso é propriedade privada.  Mas a história pede passagem, o sagrado é ferido pelo profano e não cartilhas que ensinem a superar desmandos.

You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

Deixe uma resposta

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>