O corpo , o tempo, o azul

Há vários tempos que escorrem pelo corpo,

como marcas de uma história vivida.

Não tenho com esconder a pressa e o sopro,

a vida não se explica por razões cartesianas.

Conto cada número com fosse uma culpa guardada,

estranho o anjo desaparecido entre as estrelas.

Cada passagem responde a um rito desencontrado,

não território nos limites dos sonhos descartados.

Não esqueço o amor partido, escuro com um cais,

a esfinge me acalenta sem saber que o azul morreu.

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