O cotidiano do futebol e a fogueira das vaidades: o mercado cruel

As brilhantes vitórias do Brasil e do Internacional animam as expectativas de quem gosta de um futebol com técnica e sagacidade. Mas o mundo gira. As notícias são muitas e não podemos ficar nas comemorações. O fazer cotidiano nos alerta. O tempo come a vida, como disse Baudelaire.

Em Pernambuco, as disputas políticas ganham espaço. Não falo das eleições para governador. Estou destacando as relações conflitantes que habitam o cotidiano do Leão da Ilha. Querem derrubar o seu presidente. Além dos problemas com jogadores, alguns conselheiros do clube colocam mais lenha na fogueira.

É muita coisa. Cerezo saiu, no meio de versões diferentes e confusas. Chega Geninho, para melhorar a situação. Consegue um boa vitória e empolga a torcida. O Sport contrata Marcelinho Paraíba, com celebrações e discursos de alegria. Há ruídos no elenco, ciumeiras e notícias sobre as andanças de Eduardo Ramos. Está difícil segurar a estabilidade.

No futebol, não faltam boatos e vaidades soltas. O Náutico não foge do contexto. Seu técnico, Gallo, não se entende com a imprensa. Sente-se ofendido, com as perguntas, e exige respeito. A imprensa tem suas falhas, mas precisa de movimento, não pode silenciar diante dos problemas.

E o tricolor do Arruda? Deseja livrar-se do sufoco. Cada semana é uma aventura. Rezas, treinos, entrevistas otimistas, falatórios de Brasão, tristeza da torcida. O Santa Cruz necessita de uma vitória que derrube as desconfianças. No próximo domingo, uma goleada, sobre o Potiguar, seria ótima, para salvar a esperança.

Se o Santa fracassar, mais uma vez, não há como convencer seus admiradores a construir qualquer recuperação. Todo ano a conversa se repete. Chegam jogadores de toda parte, prometendo aliviar a angústia de permanecer na série D. A torcida vai ao estádio com garra, bandeiras e sonhos.Paciência tem limite.

Os times precisam mudar suas estratégias. Investir nas divisões de base. Formar craques, no sentido amplo do termo. Há uma mercado perigoso, dominado por empresários com interesses bem definidos. Querem grana, rapidez nas negociações. O caso dos meninos da Vila é um exemplo.São muitos euros que atiçam Neymar e Ganso.

Como mantê-los diante de tanta fortuna? A instabilidade é grande. Os times organizam-se, revelam jogadores, mas terminam se desmanchando, devido ao assédio do mercado. O Brasil é uma exportador de jogadores, não só de café e açúcar. Os tempos são outros. No capitalismo, tudo é mercadoria. A escravidão veste seus disfarces, sem puniçõe, com ajuda de poderosos.

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