O deserto é o disfarce?

Abandonaram os paraísos perdidos na farsa do pecado original.

A insegurança da invenção do mundo trouxe disfarces e máscaras,

cantou um absoluto vacilante e consolidou o medo de não amar o outro.

Há uma cartografia de cada momento, das arquiteturas estranhas e o mover de sentimentos de culpa assustadores.

O território da incerteza se expande como deserto sem oásis, brancos e áridos, habitados por deuses sem destinos.

Vivemos apostando em teorias, religiões e desejamos vestir o mundo de anseios surpreendentes, com utopias esfarrapadas e envelhecidas.

O desemparo se mistura com as possibilidades de magia e futuro totalmente alheios ao parecia harmônico e encantador.

Não há como construir o sonho quando os fantasmas se ocupam de cada canto e as estradas se enchem de pedras agudas e hostis.

A denúncia do cansaço exige um olhar para reinvenção das palavras sagradas e voo sobre o caminho que levam aos abismos.

You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

Deixe uma resposta

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>