O desmonte assusta e desqualifica

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A luta política não é novidade. Há sempre intrigas, desfazeres de ideias, polêmicas assustadoras. Não se trata de uma agonia contemporânea. Difícil é avaliar o peso das lutas, os ressentimentos permanentes, as possibilidade de fragmentação cruel. A sociedade brasileira convive com um governo que aposta no improvável e troca mensagens como se fossem ordens dogmáticas. Cercou-se de fanáticos. Lembra manipulações fascistas. Mistura sermões com ataques aos intelectuais, celebra banalidades e impõe verdade de forma doentia. Não sei se é perversão ou alguma idiotice que sobrou na poeira da atmosfera. Causa perplexidades contínuas e surpreendentes.

Há uma novela de má qualidade. Ameaças de destruições éticas frequentes e risos de deboches medonhos. Jair conta com auxiliares treinados. Não acredita que o feitiço se vira contra o feiticeiro. Ganha manchetes internacionais, usa um vocabulário vulgar. Despreocupa-se com as críticas. Sinto que serve a alguém ou fornece dados para grupos. Não é gratuito o desmontar de instituições. Explora-se a miséria, mas existe quem defenda as astúcias do “mito”. Ele cultiva o narcismo pouco se ligando nos preconceitos que divulga.

A história passou por momentos de inutilidade e agressividades assustadoras. Nunca esqueça das guerras religiosas, da saga dos refugiados, dos ataques violentos aos povos  colonizados. Cair nas promessas de mudanças quando as permanências se firmam e destroçam é uma ato de irresponsabilidade. Os disfarces são muitos com a ajuda pragmática dos meios de comunicação. Jair é massacrado por uma imprensa que reflete e exaltado por outros que o julgam como um messias. Os acirramentos não se cansam de produzir instabilidades.

Desqualifica para se qualificar. Há quem não observe as aberrações, as inquietações doentias de Guedes, Moro, Olavo. Nada acontece desprovido de interesses numa sociedade regida pelo capitalismo. A vitória de Jair provocou ódios e nutriu intrigas. Os arrependidos se escondem e não querem diálogo. Vestem os mantos das conspirações. Elegem absurdos e desconfiam de quem atiça e  prova que o desmonte se arquiteta com acelerações perigosas. Portanto, os medos circulam e ruínas prometem vinganças. Parece que a memória desapareceu.

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1 Comment »

 
  • Rivelynno Lins disse:

    …a história política do Bozo, o idiota impensável que se tornou presidente da República e têm uma popularidade ainda muito fiel a qualquer que seja as suas práticas, precisa ser vista numa perspectiva mais ampla. Num mundo globalizado, ninguém deve analisar a ordem ou a desordem das coisas de forma isolada, o Bozo está no poder, é um fato. Na Itália, nos Estados Unidos e em outros países e me parece que no Uruguai de agora, prestes a eleger alguém muito semelhante a esses personagens medíocres, grossseiros, de humor canhestro, violentos e supostamente cristãos são exemplos a serem pensados. Acredito, como afirma o texto, que existem grupos poderosos por traz dessas criaturas nefastas, o modus oprandis é o mesmo, são populares nas redes sociais, desprezam a ciência, atacam minorias, direitos humanos, trabalhistas e previdenciários, repentem coisas estúpidas do tipo, violência se combate com mais violência e armas, políticas públicas em favor do social é frescura, quem se favorece com tais medidas? Estamos num mundo globalizado e o desemprego e a desesperança é geral, ver um homem se apresentar como salvador e falar de forma enérgica e simples que com pulso firme tudo vai mudar passa a ser visto com otimismo por muitos dos que não conseguem enxergar um futuro e são e foram vítimas desassistidas pelo Estado e, logo, seduzidas por uma forte propaganda a repetir que com menos direitos mais e mais empregos brotarão no país de forma mágica e incontestável, essas pessoas são persuadidas como presas fáceis de um trabalho de marketing bem feito. Do outro lado, uma elite falida que ver no novo líder político um alguém a lhe garantir privilégios de classe através da exploração dos corpos pobres e miseráveis. E desta maneira, a ignorância na simplicidade de dizer que as mudanças positivas logo ocorrerão, junto com uma posição firme passam a ser creditadas como fórmulas para trazer a esperança de volta, mas que na verdade pode reforçar as desigualdades sociais com muito mais força a favor de empresários que investiram grandes quantidades de dinheiro na imagem desses novos seres políticos de ocasião, ultra-conservadores e de direita…

 

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