O estranho silêncio no mundo do futebol

No final de ano, os clubes se agitam.Época de arrumar os times e encontrar os reforços tão prometidos. Há certas urgências, sobretudo, depois de fracassos e perdas não esquecidas. Então, surgem listas intermináveis. Os empresários azeitam suas ações e a grana começa a falar alto. No ano passado, o São Paulo contratou um batalhão. Nada feito. O êxito não apareceu. Hoje, o São Paulo está na espreita. Quer renovar, mas com os jogadores da base. Entranhamente, a desconfiança é quase geral.

O Atlético de Minas Gerais parece seguir outro caminho. Mexe-se. Foge das frustrações do tempo de Luxemburgo. Nada de ameaças de série B, porém desejo forte de ser campeão da série A. Recuperar as glórias, sob o comando de Dorival. O Santos não silenciou de vez. Trouxe de volta Elano, diferente do Palmeiras que enfrenta um descontrole em todas as áreas. Dívidas imensas  e craques insatisfeitos. Até o Corinthians está confuso. Não conseguiu fechar o ano com títulos e busca soluções para reanimar a torcida.

A novidade é Ronaldo investindo no mercado da bola, com escritório estabalecido e contactos internacionais poderosos. Mais dinheiro para seus cofres. Todos de olho na Copa de 2014. Ela se aproxima, mesmo que as medidas concretas de estrutura não apareçam. Muitos temem o desandar da carruagem do Mundial. Falta tansparência e projetos. Trata-se de um percurso acidentado, de uma espetáculo globalizado, de resultados discutíveis. O que se ganha e o que se transforma em gastos vazios, num Brasil tão cheio de mazelas?

Por aqui, não muda o ritmo. O Santa Cruz aposta em contratações, livrando-se dos grandes nomes, para evitar despesas. Sempre resta uma combinação de jogadores que não convence. A estratégia é quase a mesma dos outros anos. O tricolor não sai do buraco que entrou. Não cuida das suas bases e as fofocas dominam sua gerência política. Procurar fôlego, fazer campanha para cativar adesões, pular a cerca da dívidas, movimentam a cobra coral. mas as luzes demoram a brilhar e os torcedores se movem numa apatia profunda.

O Sport se envolve com o projeto do hexa. Manteve boa parte do elenco e parece disposto a seguir com sua hegenomia. Não se largou no mercado. Pede paciência. Deixar escapar o hexa é pecado capital. O Náutico vive se vangloriando de que é exclusivo, mesmo com dificuldades visíveis. Insiste, porém, em relembrar suas glórias do passado e gostaria de queimar o filme do Leão. Sua política de contratação é tímida, pois seus limites financeiros impedem maiores voos.

É claro que os segredos de alguns marcam esse vaivém. Quem sabe se o mês de janeiro não chegue com novidades ? Se Ronaldinho se firmar com  o Grêmio? Se Kléber manifestar seu desejo de voltar para o Cruzeiro? O São Paulo não estaria com contratações já definidas ? Os exemplos do passado servem de lição. Futebol virou um negócio melindroso. Não é a simples transação de valores comuns. Revela interesses multinacionais. A Nike e a Adidas não dormem. Os lucros, agora, são repartidos em escala mundial.

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2 Comments »

 
  • Reginaldo Cabral disse:

    Boa tarde,

    No tocante ao ambiente nefasto, dinâmico, e às vezes prosmícuo do futebol, concordo plenamente com as palvras do poeta Antonio Paulo Rezende, pois assim é como eu o vejo. Porém, a situação do santa cruz merece um aprofundamento inerente. Teorizar sobre o glorioso tricolor é tarefa de grande desafio. Quem sabe o que é o santa cruz? O que esse clube significa para os seus aficcionados? Willian Shekspeare em Hamlet, obra de grande fôlego literário, afirma: “há mais coisas entre o céu e a terra do que possa pensar tua filosofia” O clube do povo está no estágio de reconstrução, restauração, onde os erros são basicamentes inevitáveis, entretanto, a perssistência para superá=los nunca pode acabar. Queria fazer uma mesa redonda sobre o fenômeno chamado santa cruz com sua presença, e aí, deleitaríamos em assuntos futebolísticos, que o mestre escreve com grande eficácia.

    Reginaldo Cabral, professor de história e filosofia e um dos amantes do futebol e do santa cruz futebol clube.

  • Reginaldo

    O Santa precisa se restabelecer. Já vivi muitas alegrias vendo o tricolor jogar e quero que ele se redima.
    um grande abarço
    antonio paulo

 

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