O fake se instala, a ética vacila

 

 

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A imprensa se encontra confusa. Não é novidade. A temperatura política deixa todos com vacilações. Há acusações incessantes. As provas são variadas. O ataque é feroz, não possui medida. Fica impossível se falar em ética, pois a hipocrisia ganha fôlego. Não se restrinja ao Brasil. As declarações internacionais derrubam pactos. O objetivo é superar o outro. Mas sempre surgem os discursos ditos democráticos, no meio de tantas desigualdades. As luzes estão se apagando, as armas se espalhando, os refugiados perdidos em territórios hostis.

Parece que a história desenha uma curva desanimadora. Não exageremos. As delações podem desvendar corrupções ou mesmo jogar infâmias. Essa insegurança traumatiza, gera desconfianças, mascara. Quem é mesmo Dória? Como está Lula? Quem torce por Aécio? Os jornais estão falindo? E os juízes se sentem imparciais? As perguntas apavoram. Trump grita com a Síria, a China quer mercados, a Europa se desequilibra. O toque da embriaguez é firme.

Talvez, passemos por uma ameaça de caos, pelos caminhos das mentiras fabricadas com esmero. Não é questão, apenas, de nível intelectual. O analfabetismo também atinge as leituras dos sentimentos. O descompasso é geral. A crise de valores ou a dificuldade de escolher assombra. Há quem se queixe das epidemias, esquecendo-se das vidas urbanas cheias de contrastes e desamparos. As fronteiras são frágeis e a sociedade não consegue se entrelaçar com a autonomia. Mudou a respiração, o sufoco é contínuo?

Será a história é uma grande brincadeira? Será que deuses onipotentes? Procuramos decifrar as esfinges, porém os mistérios. Analisem os significados dos mitos. Prometeu, Édipo  Zeus, Afrodite. Algo se anuncia no passado. Formam-se sonhos, contam-se as travessias dos paraísos, acredita-se numa utopia final. Tudo hesita. A contemporaneidade está enferma, ainda ousas exaltar a ordem e progresso. A história trava transformações. O fake é veloz e assustador. Já morava nas astúcias da serpente.

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2 Comments »

 
  • Hebe disse:

    ProfAP, A Astúcia de Ulisses remete a leitura do apocalipse que em tradução simbólica e não tão mais trágica do que é descrito aqui, faz -nos refletir muito sobre nossos rumos espirituais e intimos, além da ética fundamental na convivência humana, com os animais, com natureza. O Livro Sagrado, afinal, é a maior referência histórica da humanidade?

  • hebe

    gostei das apreciações, estamos mesmo no fundo do poço
    bjs

 

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