O fascismo está na esquina da rua

 

 

Os historiadores fazem análises globais que enfeitam o passado. Esquecem o agora. Estamos vivendo, o tempo é simultâneo não adianta manter fronteiras. É preciso entender que tudo se toca. Um olhar é expressivo, fala do corpo, nos remete a lembranças. A vida é uma constante interpretação. O cuidado gera tensões, mas o descuido pode gerar desacertos. A existência de práticas fascistas requer atenção. Insistimos em citar Franco, Stalin, Hitler, Mussolini e outras figuras que invadiram com seus militarismo e ambições. O fascismo é corporativo, opressor, destruidor de sonhos democráticos. Fez guerras, colocou o mundo numa corda bamba, espalhou o medo sem compromissos com o social..

No entanto, vou adiante. Ultrapasso as coletividades ditas partidários. Sou um historiador que me aproximo sempre do agora. Não vejo as práticas fascistas se arruinando. Fico desconfiado. Os debates são imensos. Aprecio as análises de Guattari e de Castoriadis. No cotidiano, há suspeitas e preconceitos. O fascismo busca o apagamento das diferenças. Quer a ditadura, delira com celebrações autoritárias, não foge de uma propaganda arrumada. Convence multidões. As guerras mundiais não mentem, os genocídios apavoram, as teorias distorcem e mascaram. Analise como Gramsci pensa as estratégias democráticas e a arquitetura do fascismo.

No Brasil, atual quadro político, observo verdadeiros demônios, desculpem o termo pesado. Eduardo Cunha parece chefiar ou obedecer a um grupo estranho. Acusa, não demonstra medo, exige conservadorismo. A mistura da religião com a política me deixa inquieto. O racismo não se foi, algumas regiões são desprezados. A questão do afeto causa transtornos. Quem acha que o masculino e o feminino não passam por abalos? É melhor silenciar a abrir as portas sem afetação? Já acrescentou sua voz nos ruídos intermináveis? Há cenários, há teatros, há artes fascistas.

A intromissão de crenças, a construção de templos gigantescos e as palavras vingativas balançam o equilíbrio. A corrupção tornou-se a notícia do jornal. Todos parecem sofrer a epidemia dos milhões. Não me restrinjo ao espaço geral. E os cinismos. as citações indevidas da história. a compra e venda de segredos ou astúcias. A história se perde. Olhe para os olhos de quem está por perto. Deus também está em crise, assustado com o dízimo crescente. O passado traz experiências. Recorde as leituras de Benjamim. Os fascistas se encontram nas esquinas, fortalecendo o capitalismo e agigantado os negócios. Não suportam a diversidades. Cultivam a egolatria. Não fique mudo.

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3 Comments »

 
  • Geovanni Cabal disse:

    Bom dia querido. Essas leituras do agora nos levam a pensar nesse cotidiano mascarado e devastado. Que sai passando por cima de tudo como tanques na faixa de Gaza.A vida é esquecida diante do luxo e da egolatria. As práticas se renovam.Os fascistas de fato perambulam em espaços diversos e nos atormentam com discursos e ações. O medo se apresenta entre nós como amigos de infância e aos poucos vamos fechando as janelas da vida.

  • Caro amigo

    Diante de tantas questões os valores estão tontos. A insegurança gira a cabeça.
    abs
    antonio

  • Caro amigo

    Muita dúvida termina confundindo a sociedade.
    abs
    antonio

 

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