O Flamengo e seus dramas:paixões, discórdias, Zico

Surgem as discórdias. Onde?  No Flamengo, território especializado na fabricação de fofocas. Ele passa por fases de exaltações, acompanhadas por sua torcida apaixonada. Depois, acontecem crises, conflitos entre os grupos, falta de dinheiro e atritos inesperados. Outra situação difícil se concretiza. Zico se afasta do clube, magoado e e as reações são confusas.

Não é novidade que os clubes brasileiros sintam falta de administrações objetivas e estáveis. Poucos conseguem manter os salários em dia. Os seus profissionais, às vezes, reclamam ou mesmo os times caem de produção por falta de pagamento. Começam ganhando e despencam para o fim da classificação. O mesmo elenco tem atuações dissonantes. A perplexidade gera reflexões da imprensa. O público especula e a vida continua.

O Flamengo tem uma torcida vibrante e numerosa. Sua campanha, no Brasileirão de 2009, entusiasmou a galera. Apesar das travessuras de alguns, dos seus jogadores, o título chegou. Adriano e Love compuseram uma dupla infernal. Na vida privada, circulavam notícias, nada simpáticas. Todos lamentavam as ausências aos treinos, as farras anunciadas, mas as vitórias se sucediam e tudo terminou na euforia.

A ressaca chegou cedo. Adriano e Love se foram. Não havia grana para sustentá-los. O camandante Andrade deixou de ser o herói. Ficou um bom tempo desempregado. Bruno, o goleiro milagroso, está envolvido com as tramas do mundo do crime. O time dissolveu-se. Sumiu a vontade de rever a fama de campeão e disparar na lideranaç. Zico foi convidado para tentar salvar a situação. Sua moral é indiscutível. Patrícia Amorim prometeu limpar o clube da Gávea das sujeiras passadas.

O problema é o de sempre. Não havia possibilidade de investimentos  amplos que revigorassem a equipe. Zico tinha que lidar com a penúria e a torcida desacelerar a ansiedade. Silas foi chamado , sintonizado com a renovação desejada. O esquema foi montado. Com esperanças reanimadas e  contratações feitas, o Flamengo foi à luta, no sufoco dos  limites.

Por ser um clube de multidões, o rubro-negro recebe olhares de todos os lados. Qualquer fato, na sua direção, repercute intensamente.O time não convencia e Silas não fortaleceu as estratégias tão proclamadas. Os resultados intranquilizavam a todos, mesmo com os ruídos do público e seus cantos de paixão. Zico se atritou com outros grupos, recebeu acusações e não suportou. Pediu demissão.

Permanece e ferve o vulcão carioca. Quando um ídolo, é tocado, as reclamações se sucedem e as interpretações evidenciam discórdias e disputas. Os clubes mais populares enfrentam obstáculos, pois sofrem pressões de todos os lados. Quando estão bem, os adversários suspeitam de ajudas externas da CBF, quando entram no labirinto, desmontam os corações de muita gente.

Como a crise será resolvida ? É uma boa pergunta. O importante é não se focar apenas no momento. Não adianta soluções imediatas, mascaradas, para disfarçar a pancada. O futebol brasileiro tem suas oligarquias que se aliam com empresários interessados nas trocas do mercado. Isso causa misturas infernais. As frustrações de Zico tomam conta da cena e adormecem o otimismo de muitos. E o rubro-negro possui tapete mágico?

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