O futebol na semana das orações e da maçã verde

    

A eleição foca os debates, mas o futebol não perde sua vez. O Brasileirão, série A, segue sua trajetória. As partidas ficam mais decisivas e todo cuidado é pouco. Alguns apreensivos, com o perigo de segurar a laterna, e outros organizados para não deixar o título fugir. Os jogadores parecem mais envolvidos, sabem o quanto vale uma boa classificação. Como a vontade de ver a moeda tinindo motiva, o investimento pessoal também ganha dimensões aceleradas. É claro que há outras questões que levam a busca de cada um. Ficar preso aos salários é muito mesquinho.

No entanto, as notícias são variadas. O caso Bruno continua se arrastando. O drama se agudiza  e os esclarecimentos são limitados. O goleiro vem apresentando-se depressivo, com a saúde abalada. A pressão é grande. Muito mistério que se prolonga, melancolicamente. O preço da fama é traiçoeiro. Da riqueza, aparentemente, poderosa, ao descaso público. Isso desmonta qualquer um, considerando os limites e as ambições individuais.

A luta pela conquista do título é acirrada. O Corinthians vive problemas de contusão constantes. Fica complicado armar o time, com sucessivas mudanças. As vitórias não acontecem, como antes. Ronaldo,  ainda no banco, cria polêmicas. Muitos esquecem que a função básica dele não é jogar, porém, chamar atenção para as propagandas e os negócios. Seu talento é imenso. Isso é inegável. Dentinho e Jorge Henrique estão, também,  afastados. Esses problemas médicos geraram desencontros entre as opiniões dos jogadores e o comentarista Casagrande. Clima tenso.

O Fluminense foi surpreendido, pela rapidez dos meninos da Vila. Muricy não se conforma. Poderia está folgado, na ponta da tabela, no entanto a equipe não dispara. A volta de Fred não foi bem sucedida. Outro problema físico a ser resolvido, atormentando o clube, devido à sequência de partidas. O futebol é um espetáculo de ritmo quase diário. Alimenta jornais e tvs com sua movimentação. Além disso, as torcidas adoram beliscar as fofocas, encher o ânimo de expectativas. Tudo atiça  sentimentos. Vamoo ver que o domingo nos reserva.

Por outro lado, o São Paulo se deu bem com a presença de Carpegiani. Os elogios estão vindo de todos os lados. O Flamengo se ajustou, inicialmente, aos projetos de Luxemburgo. Ele revela seu encanto com o retorno a Gávea. Quer ressuscitar, ser manchete e não abandonou o plano de trilhar o caminho da seleção. Mano Menezes mantém-se,  já na segunda vitória. Mas Luxa é esperto, possui muitos admiradores e a simpatia de  Ricardo Teixeira. Nesse mundo do efêmero, acontece peripécias de todo tipo.

A discussão maior está na política. Como deveria ser sempre. Marina não se define. A sua palavra vale cores. Ela não quer sair esvaziada  da mídia. Controla-se para não cair nas armadilhas.  Boatos, invejas, preconceitos, tudo habita o mundo da política. Seria melhor que surgissem projetos sociais eficazes, mais cuidado com a solidariedade e o afeto. A virtude da política é o apego à cidadania. Esqueceram ou preferem o narcisismo dos cargos?  A guerra santa atua e a culpa sempre lembra o vermelho da maçã.

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