O jogo é profecia coletiva

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Quem fala de surpresas resume muita coisa da vida. No jogo, sortes e azares se comunicam e derrubam os que mergulham na exatidão. A Argentina conseguiu sair do sufoco com a ajuda de Messi. Parecia que o caos estava consolidado. O time usou os impulsos do desejo e superou-se. Maradona puxou o delírio. Não quer deixar de ser estrela, vive numa vitrine gigantesca. Houve vitória do imprevisível? Talvez. O mundo não tem proximidade com a contagem eterna. Portanto, não adianta chorar, nem se lastimar, Aconteceu.

Para completar, chegam os alemães com sofrimento agudo. Será que um desastre está escrito? A Coreia não se abateu, Fez dois nos germânicos. Desespero para quem se julgava dono do céu e da terra. Porém, o navio estava carregado de mercadoria podres. O México quase sucumbia. Consagrou-se no início, sentiu gostos amargos contra a Suécia. Assim, a Copa do Mundo desenha curvas magistrais. Os milhões são jogados para que haja lucros e o insperado anima os negócios.

A vez do Brasil trazia aflições. Neymar ganhou todas as páginas das fofocas e julgamentos. Tornou-se o senhor das especulações. Os franceses os chamaram de dramático. Sobraram dúvidas e suas empresa tentavam fechar o cerco, para não obscurecer os  anúncios e afugentar a fama. Muitas polêmicas, numa semana que o Supremo manteve seus rumos nada pacíficos. Tudo fervendo e o futebol cheio de inquietudes. E a eleição presidencial? A política está tomando Viagra ou precisa de ressuscitar as propinas? Perdeu espaço? Está no velório?

As agitações passearam pelas conversas e perturbaram as emoções. O Brasil poderia cair no abismo? O futebol entrava em todas as brechas, estimulava raivas e expectativas. Não esqueça das energias negativas, de quem pretende mudar a sociedade com seus sonhos melancólicos. Outros se mostram indiferentes, aquecendo suas teorias acadêmicas. Um juízo final, para alguns, uma oração repetida para quem espera uma cerveja em cada minuto. O Brasil venceu, segue, com mais paciência. O jogo não tem ponto final. Mexe.

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