O mundo atordoado e impossível

O mundo é invadido por desenganos contínuos e perversos.

Não há como acreditar que as salvações ressurjam.

que a generosidade crie espaços, no tumulto  do ódio.

A história não produz a mudança que significa o encontro,

os abismos despedaçam corpos, anunciam  fins e catástrofes.

É difícil contemplar a vida, quebrar os espelhos malditos.

inventar o sossego, desenhar o oceano das sereias.

Cada instante sepulta uma ilusão, desconecta um amor.

Conta-se o desespero nos riscos da mão,

fecham-se  os paraísos no pesadelo da carência traiçoeira.

Perdoaria as criaturas, esconderia os deuses,

mas as palavras se negam a abraçar as fugas.

Sufoco a dor, não  renego a sensibilidade, desconverso

com as incertezas que intimidam as ações e os sonhos vermelhos.

Há uma dúvida que, para sempre, me aproxima do impossível.

You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

Deixe uma resposta

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>