O mundo da lágrima congelada

Quem cantou a música dos deuses foi expulso do paraíso,

a ousadia não consegue seduzir a eternidade do perdão.

nem definir o tamanho da culpa do pecado original.

Quem se esconde na intimidade da paixão inventada,

se perde na loucura do poema de palavras curvas,

se desenha entre sombras e luzes, imitando um fantasma.

A verdade não renasce, nem se esquece de oprimir os inocentes,

se amplia na mudez dos que temem a rebeldia e fogem do proibido.

Cada palavra nomeia sentimentos e objetos, finaliza momentos,

não há espaço para o encanto quando o poeta fecha sua moradia.

Desfie o desejo que não foi vivido e se perdeu no sono,

desconfie que a história é travessia em um mundo que congela a lágrima,

vista o disfarce da fantasia de Kafka e adivinhe a magia do pertencimento.

Estamos soltos, como ficções que assombram a melancolia dos tardios.

You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

Deixe uma resposta

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>