O mundo das quadrilhas mirabolantes

A quantidade de bancos explodindo assusta. Uma devastação que nos deixa perplexos. Prendem trés, quatro, mas o suspense continua. Muita grana solta e as pessoas aflitas não sabem o que fazer. Cada cidade atacada é um terremoto. No meio de uma economia combalida, a segurança tornou-se um problema sem fim. Tudo feito com grande eficácia. Há participação de especialistas, cálculos, planejamentos e descuidos do governo. Daria um filme espetacular, com muita pipoca e gritos na plateia,vazios pantanosos e descontínuos.

As quadrilhas não perdem tempo. A mais sofisticada se espalha pelo Brasil. As delações mostram que bilhões circularam para seduzir e organizar partidos. Todos querem o poder, embora se lamentem da crise. Quem está perdendo? Há uma lista enorme.Marcelo não se cansa de depor e as construtores parecem linha de montagem de corrupções anunciadas. É manipulação astuciosa com ajuda da mídia. Todos buscam novidades e os advogados famosos não sabem como resolver tantas questões. Há uma tabela de preços generosa. A crise tem seus ídolos.

É uma epidemia? Que tal fazer uma campanha pela ética? É possível. Não acho. O antigo e respeitado Supremo se encontra na UTI. Não merece confiança. Surpreende. Há uma articulação imensa entre os donos dos privilégios. Não consigo visualizar herói. O situação está desafiando os mais ingênuos. Visite a história. Observe a atuação do catolicismo, dos evangélicos, da Reforma Protestante e companhia limitada. Existe quem proclame a solidariedade, porém não ultrapasse a teoria e a vitrine. Sentem-se bem expostos na mídia.O capitalismo viaja entre orações, com pragmatismo cheio de emboscadas.

Temos um comércio viciado. Vendem-me armas e drogas. Explora-se o trabalho infantil. Tudo isso ganha rumos globalizados. Você acredita que nos Estados Unidos reina a democracia? Você admira os serviços secretos? Quem se sente animado com Trump? Perguntas tolas, no entanto o mundo vive contaminações frequentes. A minoria é feroz e dá espaço para acabar com desigualdade. É incrível. Os sonhos se desmancham, com as passeatas. Ficar parado é pior. As saídas flutuam. Esperar pela eleições? Janot está de férias? Temer esqueceu do seu amigo Cunha?

Quero empurrar otimismo, mas não encontro lugar. Detesto rezar missa de sétimo dia. A sociedade é tomada pelos arrogantes e cínicos. A produtividade e corrupção ampliam-se embriagadas com os lucros. As dúvidas científicas servem a quem? Não há neutralidade e sim escassez de sentimentos. Não é proibido imaginar anjos e paraísos. Quem mergulha na alienação, talvez consiga sorrir sem culpa. Não sei. Sinto amarguras, preconceitos, violência guardada. A bomba atômica continua fazendo vítimas. Não há como negar que o mundo pesa e que há uma balança defeituosa em cada canto.

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