O mundo do lixo e do luxo

 

Quem pensa nas políticas de inclusão social deve ficar atento aos malabarismos existentes na vida do capitalismo.. Elas movimentam valores éticos, cria tensões, procuram descobrir saídas e disfarçar certas violências. Trazem e estimulam controvérsias. É importante amenizar os desencontros e denunciar as desigualdades. Há muito o que se fazer na complexidade que agita o contemporâneo. As corrupções se estendem e querem naturalizá-lo. Perigos rondam os mais astutos. O pecado está em toda parte. Será?

O debate atinge os historiadores. Mesmo que estejam contemplados seus arquivos numerosos, não podem renunciar a observar os desequilíbrios. Não basta contar a história e correr para curtir os sucessos acadêmicos. Estamos envolvidos pelas suas aventuras e o tempos exige costuras delicadas. Comemorar ausências é esquecer que as responsabilidades são coletivas, apesar dos cinismo de muitos. Portanto, não há como se esconder e se mascarar.As instabilidades não parecem sossegar.

Não tenho o dom das profecias, porém vejo as dificuldades ganhado território e as perplexidades se firmando. As acusações afirmam que os desenganos deixam a sociedade fragilizada, no meio de confusões e desacertos. As políticas salvadoras sofrem, pois não chegam no fim do caminho. O jogo brinca com as novidades da mídias, comprometida e fabricando manchetes sensacionalistas. Por onde anda a verdade? Alguém possui certezas? Ou o circo vive das sabedorias dos seus acrobatas?

As hierarquias mudam, mas os acordos são estratégicos e feitos com códigos da escrita das minorias. No mundo globalizado, o mercado é vasto. Obama não consegue aumentar sua popularidades, as brigas religiosas atormentam os grupos mais fanáticos, o Brasil navega em escândalos variados, a concentração de riquezas está consolidada. Falou-se muitos na era das revoluções. Quem não sonhou com utopias ou olhou o romantismo com paixão? No reino do descartável, o lixo e o luxo desfilam sem cerimônias.

Elogia-se o útil, sem defini-lo. O fragmento se alimenta com o individualismo e lembra as reflexões de Descartes e de Maquiavel. Há ensinamentos que se arrastam pela história, entram nas escolas, inquietam famílias. No entanto, a mesmice é vadia, trama suas especulações e ri dos que se incomodam.As ruínas se mostram já nas novidades. Há um delírio pela pressa, por um deslocamento nervoso. As drogas dão uma base para alguns. Elas indicam multiplicidade química e não se desligam da grana. Seguem o catecismo do consumo.

Talvez, faltem palavras para construir teorias mais consistentes. Talvez, estejamos distraídos com os espetáculos frequentes. O mundo segue. O Papa reforma as ideias conversadoras dos catolicismo, Messi continua impressionando pela sua habilidade, Lobão não foge das tergiversações, as bolsas de valores protegem seus enigmas, a produtividade espalha a epidemia do êxito. Lixo e luxo trilham soltos derrubando fronteiras. Adianta reclamar e fermentar críticas, sem contudo desistir de cultivar a paciência.

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