O mundo escondido, os acordes das criações

Se a narativa do final o mundo se dissolve no tempo,

não há como se afastar das lamentações e do tédio.

Se na superação das tragédias cotidianas,

o sonho permanece desfigurado,

não há como anular os pesadelos e arriscar-se no absurdo.

Os acordes das sinfonias dissonantes não são apenas espelhos da arte inacabada.

Elas escutam os ruídos que não se conformam com as harmonias soltas.

Criam-se as lendas, reinventam-se as imagens.

Cada história cabe nas palavras múltiplas e redefinidas.

Silencia-se sobre o esconderijo misterioso do acaso.

A vida é travessia e descompasso.

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