O mundo esqueceu a estética ou a Branca de Neve?

Tudo virou um jogo ou um conjunto fascinante de mercadorias? A sociedade parece tonta, mas não deixa de curtir as promoções, o afeto fabricado ( dia da mãe, do pai, do vizinho,do artista…), as manobras políticas, as novidades descartáveis, as notícias sensacionais. Não há espaço para se debater o significado da beleza, os tamanhos das sensibilidades, a situação de exílio que cada um se encontra. Tudo ganha um perfume do efêmero. Os governos vão e voltam, o congelamentos das ações de mudança é efetivo. A sedução registra cativos por carros, televisões, aventuras em Miami, pelos prazeres do poder. Nomear e demitir deviam ilustrar os dicionários inspirados por Maquiavel, o homem que não morreu.  Outros paradigmas ressurgem como modernidades desbotadas.Será que a vida está passando tão rápido, que as sociabilidades caem e derrubam tradições de forma violenta?

O mundo da velocidade atrai e desengana. Come-se com pressa, o motel é o templo do corpo, as imagens ganham força, a verdade perdeu seu palco. Há uma ocupação que cria configurações diferentes. Virou uma forma de movimento político, uma forma de reagir e mostrar as corrupções continuam vivas. A cultura se tornou, para alguns, um projeto sem sentido. As invenções que nos fazem sobreviver, refletir sobre estética sofrem censuras diretas e indiretas. A miséria assinala um desconsideração com o outro e educação passa longe de qualquer aprofundamento. Está na pauta redefinir se existiu evolução. Promove-se estímulo ao grande sucesso da bancada religiosa com suas orações, família e propriedade. A pergunta: o mundo mudou ou sou um grande dinossauro?

Os Estados Unidos se tocam com a questão da colonização dita invisível e não fogem de renovar suas estratégias. Querem tomar conta de tudo, arquitetam golpes e vivem o tumulto de uma eleição especial. No Brasil, as relações estão confusas. O facebook marca encontro entre rebeldes e aqueles que se julgam vítimas do passado. Contradições ou divertimento contra o tédio? Muitas contestações que tiram páginas das fofocas pessoais. A meta é acariciar as vaidades, limpar so políticos com compromissos nebulosos, colocar perguntas e respostas sobre o conceito de golpe. Cada um convoca seu grupo, o nacionalismo se estende, os interesse se mascaram. Os malabaristas encenam rindo dos ingênuos. As drogas, de todo tipo, aliviam decepções. A vida segue. A pátria volta a ser um conceito angelical e o sagrado ensina a salvação.

Quem espera por sossego atravessou uma ponte que balança distraidamente. A luta cotidiana tensiona, mas não há como escondê-las. Lembro-me dos dizeres de 1968, da articulação da política com poesia e me deparo com entrevistas de Cunha, retratos de Dilma na sua bicicleta, cercado por inimigos ferozes, Malafaia prometendo rever a criação do universo. Quem suporta tantas teorias, arrogâncias misturadas com purismos e  grana? A farsa internacionalizou-se? As possibilidades desafiam qualquer análise. A especulação se estende,  solta seus tentáculos, as astúcias participam de concursos íntimos. Pensei que existissem bruxas, preciso reler Branca de Neve,  comprar um espelho mágico. Nem sempre surge um príncipe encantado é apaixonado, mas sobram maçãs envenenadas.

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