O mundo quer outra história

O caminho histórico segue abrindo expectativas inesperadas. Muitos dizem que iniciamos um outro tempo. Mudanças chocam.Preservam-se valores tradicionais. A complexidade cria pesadelos ,repentinamente, surgem notícias programadas.Tecnologias impedem liberdades e inibem protestos, mas as polícias não esquecem a violência física. A desigualdade aumenta as perseguições e as milícias investem com agressividade permanente. Será que há o apodrecimentos de poderes que asseguravam um certo equilíbrio institucional?Tempestade de notícias, contradições entre grupos, famílias aliciadas por corrupções assustadoras e a vida correndo sem direção. Pede-se uma outra história?

Existem os racistas, os simpatizantes do nazismo e como falar de uma história com pensamentos pós-modernos numa perturbação enlouquecida pelos desgovernos? A memória aquece o passado. Ele retorna com outras vestes e se incorpora aos que odeiam qualquer socialismo. A confusão se registra entre os marxistas que se dizem ortodoxos e os partidos de esquerda se mexem com intrigas. Efetivam denúncias e se negam a compartilhar com corporativismos Assinalam que a luta de classes derruba poderosos e talvez quebrem articulações mafiosas. Aparecem teorias que recordam o progresso e gritam pela liberdade com novidades nada interessantes.

A história sempre dançou ritmos diferentes. Não há possibilidade de que tudo se repita de forma frequente. Provocam-se enganos para justificar a fama do capitalismo com suas bolsas de valores. Portanto, as informações circulam e as mentiras se esticam para aprisionar os ingênuos. A história se faz com escolhas, traduz vacilações, inventa o sagrado e o profano. O que será mesmo modernidade? O iluminismo formou quadros atuantes e decisivos? As revoluções são ficções ou tornam a sociedade repleta de leis e ordens dignas de elogios? Você aposta no imaginário da autonomia?

Há um cansaço que se estende, porque as reflexões tocam nos sentimentos e os desamparos se multiplicam. Ganhou a virtualidade. O computador não sabe dar um abraço, chama leitores, seduz amigos. Será que as pandemias expulsaram os afetos e as moradias secretas ocuparão nosso cotidiano? Não sei a história que trama o futuro. Assusto-me, imagino que as tensões são perenes. No entanto, escrevo como alguém que dialoga e gosta de olhar os outros como companheiros. Quem sou eu diante da coragem e ousadia de Prometeu? O silêncio pode ser fatal e nos colocar distantes de qualquer saída.

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