O peso das utopias revolucionárias

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As frustrações políticas trazem tensões. Busca-se inventar um messias ou se cai em populismos infantilizados.A sociedade vive momento de desequilíbrios dantescos. Não se estimula o diálogo, mas a intriga e a festa irresponsável nas redes sociais. Há perplexidades, pois não se discute o tamanho das mentiras. As palavras pesadas são utilizadas por governistas com administrações fragilizados. Espera-se por um milagre? O esvaziamento intelectual é grande ou fabricada para causar negatividade? Tudo isso desperta memórias. Muita gente se esquece das singularidades do nosso tempo. Acendem utopias, apagam autoritarismos do passado com se houvesse paraísos no juízo final..

Ninguém pode anular a importância das revoluções modernas. Movimentaram novas ideias, agitaram desejo de transformar valores, cortaram preconceitos. Não houve, porém, continuidades que afirmaram definições solidárias. Promessas de socialismo se burocratizaram. Amargamos totalitarismos violentos, enquanto se esperava a liberdade. Quem não se lembra das mortes nas guerras mundiais? Os imperialismo não se foram. Stalin ajudou, de forma clara, a derrotar o nazismo, porém a União Soviética conviveu com opressões epidêmicas. Portanto, sonhos se desfizeram e pessimismos se firmaram.

Hoje, o capitalismo se  amplia. arma-se de sofisticações, conta com anúncios de felicidades  promovidos pelos projetos de  parte da imprensa imprensa. Fala-se  numa reforma mágica, sem mostrar suas ligações  com a concentração da riqueza. A revolução ganhou o território da nostalgia. Na práticas as sociabilidades atuais terminam amassando qualquer mudança solidária. A sociedade das massas delirantes se inquieta nas promoções comerciais. Elegem o reino da mercadoria. O reforço ao individualismo está em todas as esquinas e desfaz articulações sociais. Passividades vestam comportamentos e escolhemos lideranças para nos proteger totalmente desconectadas.Tropeçamos, muitas vezes involuntariamente.

O limite está dado. Nunca a história passou por impasses tão drásticos, apesar da multiplicidade de invenções, das inúmeras descobertas científicas, das rebeldias que tentam furar as portas da desigualdade.Não é sem razão que o número de suicídios aumenta e as terapias alternativas se expandem e ampliam seus jogos de saberes. Mas há estragos que intimidam a coragem, soltam atmosferas nubladas, deprimem. Será que há destinos que nos  condenam a não fugir dos labirintos? A história precisa de navegar talvez, em turbulências, para alcançar outros tempos. o futuro não deixa de acenar com enigmas.Inquieta.

 

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1 Comment »

 
  • Rivelynno Lins disse:

    …”eu vejo o futuro repetir o passado e um museu de grandes novidades”, a impressão do poeta Cazuza sobre o seu tempo presente nos fins do século XX. No ano de 1889, o Brasil proclamava a República e mandava de volta para Portugal, a família real portuguesa. Já no ano de 2018, o estado de São Paulo elegeu, pelo voto direto, o príncipe Luiz Philipe de Orléans e Bragança, como deputado federal, representante direto da família real outrora daqui degredada. O parlamentar tem formação intelectual superior e se apresenta como cientista político, defensor da monarquia, em seu discurso, talvez, tenha se atrapalhado com as palavras e afirmou que a escravidão faz parte da natureza humana, num evento que comemorava o fim da escravidão como algo legalizado e instituído. Na infelizmente declaração do príncipe, a ideia de que a escravidão permeou a história mundial e não só a do Brasil, logo esta prática poderia ser vista como natural. Eu acredito que o parlamentar apenas se atrapalhou no que queria de fato dizer, contudo, considerando o lugar de fala e o nível de instrução do mesmo, tudo soou como desastroso, imoral e desumano. Hoje, os parlamentares e os meios de comunicação mercenários e interesseiros tentam convencer o povo de que o novo, o moderno, o necessário é que os pobres, apenas eles, abram mão da sua aposentadoria e dos seus direitos trabalhistas para que as contas do governo possam fechar no azul e os privilegiados continue com os seus privilégios, lembrando muito a Revolução Francesa, iniciada em 1789, quando Luís XVI convoca os Estados Gerais para discutir o equilíbrio das contas públicas e só um segmento é obrigado a assumir o ônus das contas, o povo e os burgueses ainda sem privilégios.E assim, o rei e muitos nobres de sangue azul agraciados com os direitos de nascimento tiveram suas cabeças cortadas e sua ordem social revista, com efeitos que receberam no mundo. Agora, assistimos ao governo Bozo e perguntamos se povo aceitará passivamente os ônus das contas públicas ou se rebelará contra os privilegiados contemporâneos? Será que uma nova guilhotina surgirá e fará temer os opressores? Nos regimes de temporalidade, tentamos analisar os efeitos entre o que se constrói como novo e o que se vende como antigo, nas linhas da história nem sempre tudo está dentro de uma caixinha absoluta e determinada…

 

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