O peso do dia

O peso do dia não revela sua medida,

o tempo esconde segredos e sentimentos.

Não há como desfazer as diferenças que se fixam,

nem afirmar o sentido que está atrás do espelho.

Os deuses se acomodam em paraísos privados,

estimulam a culpa e o perdão, estão perdidos.

A vida passa desenhando distâncias cínicas,

o corpo se cansa resistindo à sedução do abismo.

Os exílios se vendem , como um poder destroçado,

não é hora de sepultar o  último grito.

Há uma sombra solta e fantasmas inquietos no horizonte,

as farsas não possuem as máscaras da eternidade.

You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

Deixe uma resposta

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>